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Ato dá apoio a TV que sairá do ar por ordem de Chávez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas fizeram uma passeata na Venezuela em apoio à TV privada RCTV, pouco mais de um mês antes que a emissora saia do ar, acusada de "golpista" pelo governo do presidente Hugo Chávez. Com cartazes de "Não ao fechamento", e "Liberdade", os manifestantes se concentraram em frente à sede do canal para escutar os diretores, artistas e jornalistas da RCTV, cujo sinal deixará de ser transmitido a partir do dia 27 de maio, se o governo for adiante com sua decisão. O governo acusa o canal de ter participado dos eventos de abril de 2002, que tiraram Chávez brevemente do poder. "Quando você faz uma acusação tem de provar. Isto, até agora, não aconteceu", disse à BBC o presidente da RCTV, Eladio Lares, lembrando que o governo não levou o canal à Justiça pelas supostas violações. "Acreditamos que esta decisão será revertida." 'Como a BBC' Mas o governo garante que não se trata de um "fechamento" do canal, apenas de uma "decisão soberana" de retomar o sinal para criar uma emissora de interesse público, ao estilo da BBC - um exemplo freqüentemente citado pelo ministro das Comunicações, William Lara. Desde os tempos de polarização política acentuada em torno da figura de Chávez, a RCTV vem exercendo uma linha editorial bastante crítica em relação ao governo. Inclusive a manteve nos últimos anos, quando outros veículos parecem ter baixado o tom dos questionamentos e, em alguns casos, adotado uma linha favorável ao oficialismo.
Alguns dos outros veículos não se referem ao caso da RCTV pelo seu nome; apenas falam de "um canal de televisão", ainda que se trate da emissora privada mais antiga e de maior audiência na Venezuela. Telespectadores A medida do governo foi criticada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), a Sociedade Interamericana de Imprensa e até a Organização Repórteres Sem Fronteiras. Todos estes questionamentos foram respondidos pelo governo venezuelano como "ingerências". Embora a queda-de-braço entre o governo e o canal tenha uma grande carga política, alguns dos participantes da manifestação preferiram não participar do ato como "opositores" ao governo, e sim como "telespectadores". Alguns inclusive confessaram à BBC que estavam presentes para ver os artistas das novelas. "Por que vão me tirar as minhas novelas? Porque Hugo Chávez quer?", questionou Josefina Gallardo, uma dona de casa que garante nunca participar dos eventos da oposição. |
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