|
Premiê do Japão defende revisão de Carta pacifista | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu uma revisão da Constituição pacifista imposta depois da Segunda Guerra Mundial. Em declaração oficial marcando os 60 anos da Constituição, Abe falou na necessidade de uma "nova era" que vai permitir que o Japão assuma um papel maior na segurança global. Abe, que assumiu o cargo no ano passado, fez da revisão da Constituição uma de suas prioridades. Mas críticos na Coréia do Sul e na China, que sofreram nas mãos das forças japoneses no tempo da guerra, se opõem à iniciativa. Pesquisas de opinião indicam que os japoneses estão divididos em relação aos objetivos de Abe e nesta quinta-feira houve manifestações a favor e contra as mudanças em diversos pontos do país. Um 'novo Japão' A Constituição foi formulada pelas autoridades de ocupação americanas depois da Segunda Guerra Mundial. O documento, que proíbe que o Japão decida disputas internacionais com forças militares, não é alterado desde 1947. Mas o primeiro-ministro aproveitou o aniversário da Constituição para pedir uma revisão vigorosa "da posição do Japão no pós-guerra e uma discussão profunda da Constituição para um 'novo Japão'". Abe disse em uma declaração oficial que quer trabalhar "para um Japão que inspire confiança e orgulho em suas crianças". Sua posição é parte dos esforços para fortalecer a posição do Japão no cenário mundial, com forças armadas que possam participar de missões de paz no exterior. O governo japonês já alargou os limites da Constituição em vigor, ao interpretar que suas claúsulas pacifistas permitiam que o país tivesse uma força para a própria defesa. Durante o governo do primeiro-ministro Junichiro Koizumi, chegou-se a permitir que soldados integrassem missões de paz no Iraque. Críticos das mudanças propostas dizem que a Constituição pacifista mantém o Japão fora de guerras desde a década de 40, permitindo evitar o militarismo que marcou o início do século 20 e concentrar a atenção no crescimento econômico. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Premiê chinês busca reconciliação com o Japão sobre 2ª Guerra12 de abril, 2007 | Notícias Japão se desculpa por uso de escravas sexuais26 de março, 2007 | Notícias Japão: Ministro quer debater se país deve ter bomba nuclear18 de outubro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||