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Japão se desculpa por uso de escravas sexuais | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu desculpas no Parlamento nesta segunda-feira, em nome do país, pelo emprego de mulheres como escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial. O pedido foi feito depois de Abe ter sido criticado por comentários ambíguos, que deixaram dúvidas se mulheres foram realmente usadas como escravas sexuais. "Eu peço desculpas aqui e agora como primeiro-ministro", disse Abe, no Parlamento. De acordo com o correspondente da BBC Chris Hogg, a iniciativa parece fazer parte de um movimento do governo para amenizar a repercussão dos comentários feitos anteriormente. Pressão dos EUA Abe disse, durante um debate na casa superior do Parlamento, que ele apoiava um pronunciamento oficial de 1993 no qual o Japão reconhece que o exército imperial abriu e administrou bordéis para suas tropas durante a guerra. "Como digo com freqüência, eu me solidarizo com as pessoas que passaram por dificuldades, e peço desculpas por elas terem sido obrigadas a enfrentar essa situação naquela época", disse. Segundo Hogg, o pronunciamento de Abe foi um pouco além de outras tentativas para amenizar as declarações dadas há duas semanas, mas mesmo assim não deve agradar políticos da China e da Coréia do Sul, que fizeram as críticas. A polêmica em torno dos comentários contribui para uma série de dificuldades do primeiro-ministro. Em seis meses, seu governo já foi atingido por uma série de escândalos e gafes. Opinião pública Uma pesquisa de opinião pública divulgada nesta segunda-feira mostrou que o apoio a Abe – o primeiro-ministro mais jovem da história do Japão – caiu para 35%. Historiadores acreditam que o Japão empregou 200 mil mulheres como escravas sexuais, algumas de lugares como Filipinas, Indonésia e Taiwan. Conservadores japoneses argumentam que elas já eram prostitutas e que foram pagas pelo governo pelos seus serviços. Dizem também que abusos foram cometidos por agentes privados, e não por militares. Nos Estados Unidos, o Congresso americano está estudando uma resolução para pedir de Tóquio uma manifestação clara de desculpas pelo uso de escravas sexuais. Políticos japoneses dizem que o governo não aceitará pressão internacional no caso. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Japão vai investigar 'escravas sexuais na 2ª Guerra'08 de março, 2007 | Notícias 'Japão não pedirá desculpas por bordéis da Segunda Guerra'05 de março, 2007 | Notícias População do Japão pode cair 30% até 2055, diz estudo20 de dezembro, 2006 | Notícias Japão: Ministro quer debater se país deve ter bomba nuclear18 de outubro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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