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Atualizado às: 21 de abril, 2007 - 19h39 GMT (16h39 Brasília)
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Relatório condena ação dos EUA em Haditha
Local onde teriam ocorrido as mortes em Haditha
Local onde teriam ocorrido as mortes em Haditha
Um relatório elaborado por um general americano a respeito das mortes de 24 civis iraquianos em 2005 condenou a maneira com que os fuzileiros navais americanos enfrentaram o problema e acrescentou que houve um grave delito por parte dos soldados americanos.

O relatório foi elaborado pelo general Eldon Bargewell em 2006 e agora foi revelado. Segundo o jornal Washington Post o relatório afirma que os Estados Unidos ignoraram os sinais dos "graves delitos".

Um total de 24 homens, mulheres e crianças foram mortos na cidade iraquiana de Haditha em novembro de 2005 por fuzileiros navais que afirmaram que foram atacados por insurgentes.

A investigação criminal do incidente continua. O inquérito sobre Haditha é apenas um de vários que os militares americanos estão conduzindo para investigar incidentes de supostas mortes ilegais causadas pelas forças americanas no Iraque.

Desvalorização

O general Eldon Bargewell concluiu que os militares americanos estimularam um clima que desvalorizava as vidas dos iraquianos e os soldados consideravam as mortes de iraquianos insignificantes.

"Todos os níveis de comando tendiam a ver mortes de civis, mesmo em números significativos, como rotina e como o resultado natural e deliberado de táticas insurgentes", teria dito o general no relatório segundo o Washington Post.

Bargewell afirmou que declarações obtidas com os envolvidos sugerem que os fuzileiros pensavam que "vidas civis iraquianas não são tão importantes quanto as vidas americanas, suas mortes são apenas o custo do negócio, e que os fuzileiros precisam 'fazer o serviço' não importa o que seja necessário".

A declaração inicial dos Estados Unidos a respeito de Haditha afirmava que 15 civis e um fuzileiro naval tinham sido mortos por uma bomba no acostamento. E um tiroteio subseqüente teria deixado oito insurgentes mortos.

Mas um jornalista local conseguiu fazer imagens mostrando homens, mulheres e crianças mortos a tiros dentro de suas casas. Moradores do local afirmavam que os fuzileiros ficaram enlouquecidos.

Os militares americanos deram apoio às investigações e confirmaram que 24 civis iraquianos tinham morrido, nenhum deles devido à explosão de uma bomba.

Desde então, três fuzileiros foram acusados de assassinato não premeditado e quatro foram acusados de tentar encobrir o incidente.

O general Bargewell teria afirmado que oficiais tentaram se proteger e proteger seus soldados ignorando deliberadamente informações de mortes de civis.

Não houve interesse em investigar relatos de um massacre, apesar de não ter existido um encobrimento deliberado, teria relatado o general.

O relatório de Bargewell não trata especificamente das mortes, que já estão sendo investigadas criminalmente, mas lida com a estrutura de comando e os procedimentos de investigação.

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