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Atualizado às: 20 de abril, 2007 - 12h20 GMT (09h20 Brasília)
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EUA: Escolas fecham na 6ª por medo de novos massacres
Polícia caminha pelo campus da Virgínia Tech, onde 32 pessoas morreram
Políciais caminham pelo campus da Virgínia Tech após o massacre
Diversas escolas nos Estados Unidos amanheceram de portas fechadas nesta sexta-feira, dia em que o massacre de Columbine completa oito anos.

As escolas também vivem a tensão gerada por manifestações simpáticas à matança de 32 pessoas na Universidade Virgínia Tech, na segunda-feira.

Na quinta-feira, como ao longo da semana, aulas foram canceladas e alunos foram evacuados em diversos Estados americanos, por conta de ameaças de novos massacres.

Em um dos casos mais noticiados pela imprensa americana, um homem foi preso depois de confessar a um pastor o desejo de realizar um ataque contra escolas da cidade de Yuba, na Califórnia, que faria o de Virgínia "parecer ameno".

Segundo o jornal Los Angeles Times, o homem de 28 anos, que já havia sido preso por crimes menores, se entregou à polícia no fim da noite, acompanhado de seu advogado.

No momento da rendição, entretanto, a Universidade e diversas escolas em Yuba e no condado vizinho de Sutter já haviam cancelado suas aulas na sexta-feira.

No condado de San Diego, um webdesigner de 32 anos foi preso por ameaçar, em um blog, um ataque contra 50 estudantes da Universidade estadual.

Em Michigan, a polícia afirmou ter prendido um ex-estudante do Valley Community College de Kalamazoo que postou na Internet elogios ao atirador de Virgínia, o estudante de origem sul-coreana Cho Seung-Hui.

Nas proximidades de Seattle, um estudante de segundo grau foi preso tentando entrar na escola com três armas carregadas e munição extra, noticiou a agência Associated Press citando autoridades policiais.

Agências de notícias registraram ainda prisões e fechamentos de escolas em localidades em todo o território americano, como Dakota do Norte, Arkansas, Florida, Nebraska e Texas.

Columbine

Eric Harris e Dylan Klebold, atiradores de Columbine
Eric Harris e Dylan Klebold, atiradores de Columbine
 Algumas das coisas que (o juiz) manteve sob sigilo mostram o que esses garotos fizeram. Se a sociedade soubesse, poderia ter previsto futuras matanças.
Don Fleming, pai de vítima de Columbine

Também nesta sexta-feira, a escola secundária de Columbine, onde até então se havia registrado a pior matança deste tipo da história dos Estados Unidos, amanheceu de portas fechadas.

Nenhuma cerimônia especial será realizada no local onde em 20 de abril de 1999 dois adolescentes, Eric Harris e Dylan Klebold, mataram 13 pessoas e depois cometeram suicídio, na cidade de Littleton, Colorado.

O correspondente da BBC na Califórnia David Willis disse que a semana foi especialmente difícil para os pais das vítimas de Columbine.

"Se os acontecimentos em Virgínia não forem suficientes para reviver memórias dolorosas, há o tributo arrepiante que Cho dedicou aos matadores de Columbine, referindo-se a eles como mártires", afirmou o correspondente.

Anotações dos próprios adolescentes de Columbine mostraram como o atentado vinha sendo planejado em detalhes pelos atiradores, reforçando as suspeitas de que parte das informações já havia 'vazado', sem que medidas tenham sido tomadas para interromper a trama.

No início deste mês, um juiz federal decidiu manter sob sigilo, por 20 anos, os depoimentos dos pais de Eric e Dylan, alegando que a divulgação do material poderia incitar outros jovens a fazer o mesmo.

Mas a decisão foi criticada por pais das vítimas. Referindo-se aos crimes de Virginia, o pai de uma delas disse à agência AP:

"Não acho que seja possível interromper (os planos) de todo louco. Mas algumas das coisas que (o juiz) manteve sob sigilo mostram o que esses garotos fizeram. Se a sociedade soubesse, poderia ter previsto futuras matanças."

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