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Universidade 'foi alertada' sobre atirador | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma professora de Cho Seung-Hui, o jovem que matou 32 pessoas na Universidade Técnica do estado americano da Virgínia, diz ter alertado a diretoria da faculdade sobre o comportamento suspeito do aluno. O aluno sul-coreano foi descrito pela professora, Lucinda Roy, chefe do departamento de Inglês, como "problemático e com necessidade de tratamento psicológico urgente". Foi uma outra professora, de redação, que chamou sua atenção pela primeira vez para o comportamento de Seung-Hui em 2005, por causa dos temas violentos de seus textos. Ela disse que violência, pedofilia, assassinato e assuntos "muitas vezes macabros" eram assuntos recorrentes. Roy disse ter conversado pessoalmente com o aluno algumas vezes e ter levado a preocupação à diretoria da universidade, que teria se recusado a tomar providências, sob a alegação de que os alunos têm o direito de escrever o que quiserem por uma questão de liberdade de expressão. Debate O governador do Estado da Virgínia, Tim Kaine, acusou as autoridades da universidade de não terem feito o suficiente para proteger os alunos. Já o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse esperar que o debate em torno do controle de armas nos Estados Unidos seja reaceso pelo massacre na Universidade Virginia Tech. Segundo Bush, deverá haver muita discussão, mas é preciso esperar que os fatos relacionados ao massacre no Estado da Virgínia estejam esclarecidos. Os comentários do presidente americano foram bem-recebidos por líderes do Partido Democrata, de oposição. Controle de armas O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que a resposta não deve ocorrer de forma apressada. Um dos defensores do controle de armas nos Estados Unidos, Paul Helmke, disse que o país não fez nada para acabar com a violência armada desde o massacre na escola Columbine, em 1999, quando dois alunos mataram 12 estudantes, um professor e se mataram. O governador da Virgínia, Tim Kaine, disse nesta terça-feira que uma comissão independente vai investigar a maneira como o episódio foi tratado pelas autoridades. O comentário do governador foi feito em meio a críticas dos sobreviventes, que acusam a direção da universidade de não ter feito o suficiente para impedir a tragédia. Muitos alunos reclamam que não receberam nenhum alerta da universidade sobre o primeiro ataque, apenas uma mensagem por email, duas horas depois do incidente. Eles também dizem que a universidade deveria ter sido fechada imediatamente após o tiroteio no dormitório. |
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