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Atualizado às: 18 de abril, 2007 - 06h55 GMT (03h55 Brasília)
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Bush admite debate sobre controle de armas
Vigília realizada na Universidade de Charleston em memória das vítimas do massacre na Universidade Virginia Tech
Diversas universidades americanas realizaram vigílias em homenagem às vítimas do massacre na Virgínia
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse esperar que o debate em torno do controle de armas nos Estados Unidos seja reaceso depois da tragédia ocorrida na Universidade Virginia Tech na segunda-feira - quando um estudante matou 32 alunos e funcionários, antes de cometer suicídio.

Segundo Bush, deverá haver muita discussão, mas é preciso esperar que os fatos relacionados ao massacre no Estado da Virgínia estejam esclarecidos.

Os comentários do presidente americano foram bem-recebidos por líderes do Partido Democrata, de oposição.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que a resposta não deve ocorrer de forma apressada.

Um dos defensores do controle de armas nos Estados Unidos, Paul Helmke, disse que o país não fez nada para acabar com a violência armada desde o massacre na escola Columbine, em 1999, quando dois alunos mataram 12 estudantes, um professor e se mataram.

Críticas

O governador da Virgínia, Tim Kaine, disse nesta terça-feira que uma comissão independente vai investigar a maneira como o episódio foi tratado pelas autoridades.

O comentário do governador foi feito em meio a críticas dos sobreviventes, que acusam a direção da universidade de não ter feito o suficiente para impedir a tragédia.

O primeiro ataque realizado na segunda-feira, em um dormitório, deixou dois estudantes mortos.

Duas horas mais tarde, ocorreu o novo ataque, em um prédio de salas de aula, com 31 mortos, entre ele o atirador, que cometeu suicídio.

A polícia acredita que os dois ataques foram realizados pelo estudante sul-coreano Cho Seung-Hui, de 23 anos, que estudava inglês na universidade e morava no campus.

De acordo com o superintendente da polícia do Estado da Virgínia, Steve Flaherty, é provável que o atirador tenha agido sozinho nos dois ataques realizados no campus, já que não há indícios de que tenha havido um cúmplice, mas a investigação ainda não foi concluída.

Segundo Justin Webb, correspondente da BBC enviado a Blacksburg, onde fica a universidade, acredita-se que uma das primeiras pessoas mortas por Cho tenha sido uma ex-namorada.

Muitos alunos reclamam que não receberam nenhum alerta da universidade sobre o primeiro ataque, apenas uma mensagem por email, duas horas depois do incidente.

Eles também dizem que a universidade deveria ter sido fechada imediatamente após o tiroteio no dormitório.

Representantes da universidade defenderam a decisão de não evacuar o campus, dizendo que não podiam prever o segundo incidente.

"Não tínhamos razão para suspeitar que outro incidente fosse ocorrer. Apenas podemos tomar decisões com base em informações que tínhamos naquele momento. Você não tem horas para refletir sobre isso", disse Charles Steger, reitor da universidade.

A polícia disse ter pensado que o primeiro incidente havia sido isolado, um problema doméstico, e que o atirador tinha saído do campus.

Vigília

Em uma cerimônia na universidade, na terça-feira, o presidente Bush disse ser "impossível entender" a violência que provocou as mortes.

À noite, estudantes fizeram uma vigília, à luz de velas, pelas vítimas do massacre na Virginia Tech.

Também foram feitas homenagens em outras universidades americanas.

A comoção em torno do massacre foi sentida também na Coréia do Sul, país natal do estudante Cho Seung-Hui.

O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, disse estar "indescritivelmente chocado" e afirmou que o povo sul-coreano enviava seus mais profundos pêsames às famílias das vítimas, ao presidente Bush e a todos os americanos.

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