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Líderes da União Européia celebram 50 anos do bloco | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes da União Européia reunidos em Berlim deram início neste sábado às celebrações pelos 50 anos do bloco, fundado em 1857 com o Tratado de Roma. A programação de gala começou com um concerto regido pelo maestro britânico Simon Rattle e seguido por um jantar na residência do presidente da Alemanha, Horst Koehler. A Alemanha sedia as comemorações que conta com a presença dos 27 chefes de Estado e governo da UE porque atualmente ocupa a presidência rotativa do bloco. Casas noturnas e museus de Berlim também estão promovendo eventos especiais por causa do aniversário do bloco. Para a chanceler alemã, Angela Merkel, a própria cidade é um testemunho da importância da unidade européia. "Uma cidade que já foi ela mesma divida e agora está reunida representa simbolicamente o que deu certo na Europa ao longo dos 50 anos", afirmou Merkel. Declaração de Berlim No domingo, os líderes também deverão divulgar a Declaração de Berlim, enfatizando as conquistas dos 50 anos do bloco e os desafios que existem pela frente.
Entre os avanços, serão citados a abertura das fronteiras, o mercado e a moeda comuns e o fim das divisões que marcaram a Guerra Fria. "Nós, os cidadãos da Europa, nos unimos pelo melhor", diz o esboço da declaração, redigido pela Alemanha, que tenta relançar o debate sobre a Constituição Européia, rejeitada por eleitores franceses e holandeses em 2005. A correspondente da BBC em Berlim, Oana Longescu, informa que a Constituição e outras grandes divergências entre os membros do bloco, como a entrada da Turquia, deverão aparecer com pouco destaque na declaração. Diante da oposição da República Checa, Polônia e Grã-Bretanha e da proximidade das eleições presidenciais na França, o governo alemão teria optado por se referir a essas diferenças em termos vagos. Na única referência velada às discussões sobre a Constituição, o texto menciona a necessidade de "colocar a UE em uma base comum renovada" antes das eleições para o Parlamento Europeu, em 2009. A Alemanha espera que os líderes possam chegar a uma nova declaração até o fim deste ano, ou no máximo até o início de 2008, de forma a ser ratificado antes do segundo semestre de 2009. Diversos líderes europeus acreditam que o projeto da Constituição emperrará novamente se os países-membros decidirem submetê-la a referendos. Uma pesquisa feita pelo centro de estudos Open Europe sugere, porém, que três quartos dos europeus gostariam que qualquer tratado dando mais poder à UE passasse pelo crivo popular. |
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