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Atualizado às: 16 de dezembro, 2006 - 02h27 GMT (00h27 Brasília)
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UE endurece regras para entrada de novos membros
Tony Blair e Angela Merkel
A União Européia (UE) anunciou nesta sexta-feira, em uma reunião de cúpula ocorrida em Bruxelas, que as condições pra a entrada de novos membros na entidade devem ficar mais rigorosas.

Os líderes dos países-membros da União Européia, que participaram de um encontro de final de ano na capital belga, garantiram que as portas da UE continuam abertas, mesmo tendo ficado claro que as regras ficarão mais duras.

A União Européia anunciou que quer fazer estudos que avaliem o impacto dos novos membros nas suas próprias economias, assim como a capacidade do bloco de aceitar outros postulantes.

A maior atingida pela maior cautela deve ser a Turquia, que já está num estágio avançado do seu processo de entrada na UE.

O bloco confirmou uma diminuição no ritmo do processo de entrada do país, que ocorrerá em função da resistência turca em reconhecer o Chipre - já um membro da União Européia - como Estado.

Outra conclusão à que chegaram os líderes europeus foi a de que há a necessidade de uma política conjunta de combate ao crime, ainda que não tenha se chegado a um consenso sobre se suspender a prerrogativa de veto que os países-membros têm em questões policiais ou de colaboração judicial.

Além disso, a cúpula européia também sinalizou positivamente quanto à intensificação das patrulhas marítimas para coibir a entrada de imigrantes ilegais vindos da África.

Política externa

Na prática, a reunião de Bruxelas significa uma alteração de planos da União Européia, que tem tentado se colocar como uma opção de poder mais sutil do que os Estados Unidos.

Esta sutileza viria na preferência européia pela negociação diplomática, graças à sua posição econômica de grandeza, onde a oferta de ajuda financeira funciona como fonte de convencimento.

A força necessária para poder exercer esse tipo de influência, no entanto, exige uma unidade que passa longe da Europa no momento. Diferenças entre França e Grã-Bretanha, por exemplo, estão mais claras do que nunca, com as divergências passando por assuntos variados, indo de subsídios agrícolas à Guerra do Iraque.

Na questão da Turquia, por exemplo, a Grã-Bretanha quer acelerar as negociações, entendendo que a entrada de um país muçulmano será vista como um sinal positivo para o mundo islâmico. Mas países como França, Alemanha, Grécia e Áustria querem manter a pressão sobre os turcos, refletindo a opinião de suas respectivas populações sobre a posição turca em relação ao Chipre.

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