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Suposto mentor dos ataques de 11/09 'admite' culpa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O suposto mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos, Khalid Sheikh Mohammed, confessou seu papel neste e em outros 29 planos de atentados terroristas ao redor do mundo, segundo informações do Pentágono. "Fui responsável pela operação de 11/9, de A a Z", disse Mohammed, conforme a transcrição de uma audiência realizada no fim de semana na prisão americana de Guantánamo Bay, em Cuba, e divulgada nesta quarta-feira. Na audiência, foi decidido que Mohammed é um "combatente inimigo" e deve permanecer preso por tempo indeterminado. A admissão da culpa abre caminho para que Mohammed enfrente acusações criminais e, posteriormente, um julgamento em um tribunal militar especial em Guantánamo. De acordo com a transcrição, Mohammed admitiu a responsabilidade por uma série de atentados, incluindo o ataque de 1993 ao World Trade Center, em Nova York, a tentativa de derrubar um avião em um vôo transatlântico explodindo uma bomba oculta no salto do sapato e os ataques a uma casa noturna em Bali, na Indonésia. Mohammed admitiu ainda estar por trás de planos de assassinar o papa João Paulo 2º e o ex-presidente americano Bill Clinton. Muitos desses planos, inclusive os de ataques ao Big Ben e ao aeroporto de Heathrow, em Londres, nunca se realizaram. Audiências A transcrição do depoimento de Mohammed foi traduzida do árabe para o inglês e editada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Na edição, algumas informações de inteligência foram removidas antes da divulgação do material. Mohammed é o principal dos 14 detentos de "alto valor" transferidos recentemente de prisões secretas da CIA (a agência de inteligência americana) no exterior para a prisão de Guantánamo. As audiências militares em Guantánamo envolvem esses 14 presos e foram iniciadas neste mês. A audiência do fim de semana, realizada a portas fechadas, foi a primeira vez em que Mohammed enfrentou um tribunal desde sua captura, em março de 2003, no Paquistão. Essas audiências realizadas pelos Estados Unidos foram duramente criticadas por advogados e grupos de defesa dos direitos humanos, que as consideram "falsos tribunais", sem chance de oferecer um julgamento justo para os réus. Antes de sua captura, Mohammed, que tem nacionalidade paquistanesa, era considerado o terceiro principal líder da rede Al-Qaeda. Segundo o correspondente da BBC para assuntos de segurança Gordon Corera, não há nada de novo na admissão de Mohammed, mas o importante é que ele fez essas declarações durante a audiência, o que pode levá-lo a julgamento diante de um tribunal militar. |
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