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Atualizado às: 09 de fevereiro, 2006 - 17h26 GMT (15h26 Brasília)
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Al-Qaeda tentou atacar Los Angeles em 2002, diz Bush
George W. Bush durante discurso nesta quinta-feira
Segundo Bush, ataque previa o seqüestro de um avião
O presidente americano, George W. Bush, deu detalhes nesta quinta-feira de como os Estados Unidos teriam impedido um ataque da rede Al-Qaeda na cidade de Los Angeles em 2002.

"Foi necessário o esforço de vários países para desvendar este plano", disse Bush em um discurso realizado no prédio do Memorial da Guarda Nacional, em Washington.

Segundo ele, o plano do ataque previa o seqüestro de um avião.

Os seqüestradores usariam bombas escondidas em sapatos para invadir a cabine do piloto.

10 ataques

A idéia seria então pilotar o avião rumo ao prédio mais alto de Los Angeles, a Library Tower, mais tarde rebatizada de US Bank Tower, que tem 73 andares.

Bush disse que o ataque seria conduzido pelo grupo islâmico Jemaah Islamiyah e envolveria cidadãos de países do sudeste asiático, por atraírem menos suspeitas do que nativos do Oriente Médio.

Ele apontou Khalid Sheikh Mohammed, considerado um dos organizadores dos atentados ocorridos em 11 de setembro de 2001, como o responsável pelo ataque frustrado.

Os preparativos teriam começado em outubro de 2001, mas teriam sido abortados em março do ano seguinte, "quando uma nação do sudeste asiático prendeu um operador-chave da Al-Qaeda".

O plano foi finalmente frustrado quando o suspeito de ser o chefe do grupo Jemaah Islamiyah, um indonésio conhecido com Hambali, foi preso na Tailândia.

O governo americano havia revelado a existência do plano em outubro, dizendo que ele fazia parte de 10 tentativas de ataques arquitetadas pela Al-Qaeda.

No discurso da quinta-feira, Bush afirmou que a guerra contra o terrorismo, liderada pelos Estados Unidos, conseguiu "enfraquecer e fraturar a estrutura da Al Qaeda e de outros grupos", mas o presidente americano acrescentou que estes grupos ainda são "letais".

Prefeito

Em Los Angeles, o prefeito Antonio Villaraigosa disse à agência de notícias Associated Press que não havia sido avisado a respeito das revelações do presidente.

"Estou surpreso com o fato do presidente fazer isto (o anúncio) em rede nacional de televisão e não nos informar destes detalhes por meio dos canais apropriados", disse.

O congressista democrata, Brad Sherman, disse à BBC que se preocupa com a razão destas informações irem a público neste momento.

Sherman questionou se a obrigação do presidente, de "gerenciar a discrição" foi superada por seu "desejo natural de criar um quadro vívido de 'Bush, o protetor' por razões políticas".

O correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, disse que, se por um lado, Bush queria, com o discurso, alertar os americanos a respeito do perigo que organizações internacionais terroristas ainda oferecem, por outro lado, a única informação realmente nova foi dos explosivos nos sapatos.

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