|
EUA e Coréia do Norte iniciam reaproximação diplomática | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Teve início nesta segunda-feira, em Nova York, uma rodada de negociações que pretende normalizar as relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte depois de mais de 50 anos de hostilidade entre os dois países. O secretário assistente de Estado americano, Christopher Hill, e o vice-ministro de Relações Exteriores da Coréia do Norte, Kim Kye-gwan, participaram de uma reunião inicial, seguida de jantar. Eles não concederam entrevistas depois do encontro. Nesta terça-feira, os dois terão uma rodada completa de reuniões. Esse encontro histórico é parte de um acordo firmado três semanas atrás após negociações envolvendo os dois países, a China, a Coréia do Sul, o Japão e a Rússia. No acordo, o governo de Pyongyang se comprometeu em fechar seu principal reator nuclear, o que seria um primeiro passo para abandonar seu programa nuclear. Entre os temas em discussão em Nova York estão a designação da Coréia do Norte pelos Estados Unidos como "Estado terrorista" e a possibilidade de suspensão de sanções contra o país asiático. Em 2002, o presidente americano, George W. Bush, incluiu a Coréia do Norte entre os países do chamado "Eixo do Mal". Marco Antes das reuniões desta segunda-feira em Nova York, o negociador norte-coreano visitou a Korea Society, organização sem fins lucrativos que promove o entendimento e a cooperação entre americanos e coreanos. Kim Kye-gwan passou mais de quatro horas com intelectuais e personalidades americanas, entre elas os ex-secretários de Estado Henry Kissinger e Madeleine Albright. "Nós tivemos um encontro muito bom, produtivo e amigável", disse Albright a repórteres. Analistas consideram as reuniões em Nova York um marco nos esforços para pôr fim a anos de hostilidades entre os dois países, iniciadas quando os Estados Unidos lideraram uma força internacional contra o Norte durante a Guerra da Coréia, de 1950 a 1953. Negociações bilaterais com os Estados Unidos são uma das condições impostas pelo governo de Pyongyang para abandonar suas ambições nucleares. Um teste nuclear realizado pela Coréia do Norte no ano passado provocou preocupação e críticas dos principais líderes mundiais. Segundo analistas, os Estados Unidos deverão buscar nas negociações em Nova York garantias de que o governo de Pyongyang está realmente comprometido em levar adiante o acordo de desativação de seu programa nuclear. Pelo acordo, a Coréia do Norte deverá receber 50 mil toneladas de combustíveis em doações para desativar o reator de Yongbyon, o principal do país. Outras 950 mil toneladas de petróleo foram prometidas, assim que o reator estiver permanentemente desativado e inspetores internacionais tenham acesso às instalações. Na próxima semana, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed El-Baradei, deverá visitar a Coréia do Norte para discutir formas de monitorar a desativação das instalações nucleares do país. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Ataque ao Irã faria país produzir armas nucleares, diz estudo05 de março, 2007 | Notícias Khadafi: Líbia 'sem recompensa' por fim de programa nuclear03 março, 2007 | BBC Report Coréia do Norte convida chefe da AIEA para reunião23 de fevereiro, 2007 | Notícias Aos 65 anos, líder norte-coreano festeja 'vitória' em acordo nuclear16 fevereiro, 2007 | BBC Report Rice: Acordo com Coréia do Norte é mensagem para Irã14 de fevereiro, 2007 | Notícias EUA definem acordo com Coréia do Norte como '1º passo'13 de fevereiro, 2007 | Notícias Análise: Acordo com Coréia do Norte expõe inconsistência americana13 fevereiro, 2007 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||