BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 06 de março, 2007 - 05h04 GMT (02h04 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
EUA e Coréia do Norte iniciam reaproximação diplomática
O reator de Yongbyon
A Coréia do Norte prometeu desativar o reator de Yongbyon
Teve início nesta segunda-feira, em Nova York, uma rodada de negociações que pretende normalizar as relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte depois de mais de 50 anos de hostilidade entre os dois países.

O secretário assistente de Estado americano, Christopher Hill, e o vice-ministro de Relações Exteriores da Coréia do Norte, Kim Kye-gwan, participaram de uma reunião inicial, seguida de jantar. Eles não concederam entrevistas depois do encontro.

Nesta terça-feira, os dois terão uma rodada completa de reuniões.

Esse encontro histórico é parte de um acordo firmado três semanas atrás após negociações envolvendo os dois países, a China, a Coréia do Sul, o Japão e a Rússia.

No acordo, o governo de Pyongyang se comprometeu em fechar seu principal reator nuclear, o que seria um primeiro passo para abandonar seu programa nuclear.

Entre os temas em discussão em Nova York estão a designação da Coréia do Norte pelos Estados Unidos como "Estado terrorista" e a possibilidade de suspensão de sanções contra o país asiático.

Em 2002, o presidente americano, George W. Bush, incluiu a Coréia do Norte entre os países do chamado "Eixo do Mal".

Marco

Antes das reuniões desta segunda-feira em Nova York, o negociador norte-coreano visitou a Korea Society, organização sem fins lucrativos que promove o entendimento e a cooperação entre americanos e coreanos.

Kim Kye-gwan passou mais de quatro horas com intelectuais e personalidades americanas, entre elas os ex-secretários de Estado Henry Kissinger e Madeleine Albright.

"Nós tivemos um encontro muito bom, produtivo e amigável", disse Albright a repórteres.

Analistas consideram as reuniões em Nova York um marco nos esforços para pôr fim a anos de hostilidades entre os dois países, iniciadas quando os Estados Unidos lideraram uma força internacional contra o Norte durante a Guerra da Coréia, de 1950 a 1953.

Negociações bilaterais com os Estados Unidos são uma das condições impostas pelo governo de Pyongyang para abandonar suas ambições nucleares.

Um teste nuclear realizado pela Coréia do Norte no ano passado provocou preocupação e críticas dos principais líderes mundiais.

Segundo analistas, os Estados Unidos deverão buscar nas negociações em Nova York garantias de que o governo de Pyongyang está realmente comprometido em levar adiante o acordo de desativação de seu programa nuclear.

Pelo acordo, a Coréia do Norte deverá receber 50 mil toneladas de combustíveis em doações para desativar o reator de Yongbyon, o principal do país.

Outras 950 mil toneladas de petróleo foram prometidas, assim que o reator estiver permanentemente desativado e inspetores internacionais tenham acesso às instalações.

Na próxima semana, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed El-Baradei, deverá visitar a Coréia do Norte para discutir formas de monitorar a desativação das instalações nucleares do país.

North Korea power station Coréia do Norte
Entenda a crise desencadeada pelo programa nuclear.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade