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Atualizado às: 12 de fevereiro, 2007 - 10h53 GMT (08h53 Brasília)
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Democratas pedem cautela com relatório que acusa Irã
Foto de relatório americano
Foto mostrada pelos americanos como sendo um suposto morteiro iraniano
Democratas dos Estados Unidos pediram que o governo de George W. Bush seja cauteloso nas acusações de que o Irã está fomentando a violência no Iraque.

Os democratas se pronunciaram depois de autoridades americanas no Iraque afirmarem que tinham provas de que o Irã está fornecendo armas para milícias xiitas que atacaram os militares dos Estados Unidos.

As alegações dos americanos, de que bombas foram contrabandeadas do Irã para o Iraque, não puderam ser verificadas de forma independente.

O senador democrata Chris Dodd disse que o governo Bush tentou falsificar provas antes.

"Estou analisando este relatório com um grau de ceticismo", disse.

"Não duvido que o Irã esteja envolvido até certo ponto e certamente este é um problema que precisa ser tratado, mas estou cada vez mais preocupado com o fato de eles estarem tentando criar uma premissa para, no futuro, ampliar a ação militar no Irã."

"Acredito que, neste ponto, isto seria um grande erro", acrescentou.

Outro influente democrata, o senador John Kerry, disse que as pessoas deveriam "ouvir àqueles entre nós no Congresso que afirmaram que devemos nos engajar na região".

O governo de Bush nega que está planejando invadir o Irã, mas indicou que quer usar força militar para lidar com qualquer interferência dentro do Iraque, afirmou o correspondente da BBC em Washington, James Westhead em Washington.

O governo do Irã nega qualquer envolvimento.

Bombas

Autoridades do setor de defesa americano informaram a jornalistas em Bagdá, no Iraque, que bombas iranianas estão sendo usadas para matar soldados americanos e mais de 170 já morreram desde junho de 2004.

As armas conhecidas como bombas do tipo EFPs, capazes de causar sérios danos em veículos blindados, também feriram mais de 620 americanos desde junho de 2004.

Os oficiais afirmaram que analistas de informações secretas dos Estados Unidos acreditam que estas bombas foram fabricadas no Irã e enviadas de forma secreta para militantes xiitas do Iraque, sob ordens de autoridades importantes do Irã.

"Avaliamos que todas estas atividades estão vindo de níveis superiores do governo iraniano", disse uma das autoridades americanas.

O militar acusou a brigada de elite iraniana Al-Quds, uma unidade da Guarda Revolucionária, afirmando que um importante comandante da brigada foi um dos cinco iranianos capturados por forças americanas em uma operação na cidade iraquiana de Irbil, em janeiro.

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