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Atualizado às: 03 de fevereiro, 2007 - 03h30 GMT (01h30 Brasília)
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Relatório americano vê elementos de 'guerra civil' no Iraque
Soldado americano em Mosul, no Iraque (foto de arquivo)
Os EUA devem enviar mais 21,5 mil soldados para o Iraque
Um novo relatório do serviço de inteligência americano sobre o Iraque - o primeiro em mais de dois anos - afirma que o termo "guerra civil" descreve com precisão alguns aspectos do conflito no país, incluindo a violência sectária entre xiitas e sunitas e o deslocamento da população.

No entanto, o documento, que foi elaborado pelas 16 agências americanas de inteligência, diz que o termo "guerra civil" não descreve adequadamente a complexidade do conflito no Iraque.

Segundo o relatório, a violência entre sunitas e xiitas é impulsionada pela crescente polarização da sociedade iraquiana, formada por um governo e forças de segurança fracos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que a guerra no Iraque produziu o maior movimento de refugiados no Oriente Médio desde a criação de Israel, em 1948.

O documento observa que o conflito no Iraque também inclui violência interna entre xiitas, ataques de insurgentes sunitas e da rede Al-Qaeda às forças da coalizão e a violência criminal comum.

"Quatro guerras"

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse que o termo "guerra civil" simplifica a situação.

"Eu acredito que há essencialmente quatro guerras no Iraque: uma é a guerra interna entre xiitas, principalmente no sul; a segunda é o conflito sectário, principalmente em Bagdá; a terceira é a insurgência; e a quarta, a Al-Qaeda", disse Gates antes da divulgação do relatório.

O conselheiro nacional de segurança dos Estados Unidos, Steve Hadley, disse que o relatório traz "uma visão dura sobre o Iraque", mas que não contradiz os planos do presidente George W. Bush de enviar mais 21,5 mil soldados americanos ao país.

Em vez disso, "explica porque o presidente concluiu que uma nova estratégia era necessária", afirmou Hadley.

O documento afirma que, caso o nível de violência no Iraque permaneça inalterado, as conseqüências serão "sinistras".

"A menos que os esforços para reverter essas condições tenham progresso nos próximos 12 a 18 meses, a situação geral de segurança continuará a se deteriorar", diz.

O relatório afirma ainda que uma rápida retirada das forças americanas do país poderia levar a um aumento da violência sectária.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Ian Watson, o governo Bush deverá usar o documento para justificar o envio de 21,5 mil soldados adicionais ao Iraque.

No entanto, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, afirmou que "nenhum número de soldados americanos será capaz de mudar" o ciclo mortal no Iraque.

"Nossa ênfase deve ser em trabalhar com os líderes iraquianos e seus vizinhos para produzir o tipo de avanço político e diplomático que representa a melhor chance de acabar com a violência", disse Pelosi.

No documento, as agências de inteligência também acusam o Irã e, em menor extensão, a Síria, de tornar a situação no Iraque pior.

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