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Atualizado às: 09 de fevereiro, 2007 - 04h28 GMT (02h28 Brasília)
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EUA e Israel recebem acordo palestino com cautela
O líder do Hamas, Khaled Meshaal, em Meca
Líderes das facções rivais se reuniram na cidade saudita de Meca
Os Estados Unidos e Israel reagiram com cautela ao anúncio de um acordo entre as facções palestinas rivais, Fatah e Hamas, para formar um governo de unidade nacional.

O Departamento de Estado americano disse que seus representantes ainda precisam saber dos detalhes da composição ou programa político do novo governo.

O órgão afirmou, contudo, que os Estados Unidos continuam comprometidos com a solução de dois Estados do presidente George W. Bush.

Israel disse que qualquer governo palestino novo precisa reconhecer o direito de existir do país e todos os tratados já pré-existentes, além de renunciar claramente ao terrorismo.

Hamas e Fatah disseram esperar que o acordo, acertado depois de dois dias de conversações na cidade saudita de Meca, leve à suspensão de sanções internacionais contra os palestinos.

Governos ocidentais disseram que isto pode ser feito se o novo governo palestino reconhecer o Estado de Israel.

Mas o correspondente da BBC na Faixa de Gaza, John Leyne, afirmou que o Hamas só concordou em se referir a isso de maneira implícita, dizendo que o governo vai respeitar acordos prévios assinados pelos palestinos.

Nas ruas da Cidade de Gaza, contudo, houve festa que incluiu fogos de artifício.

Homens armados que até poucos dias abriam fogo uns contra os outros agora atiravam para cima para comemorar o acordo, disse Leyne.

Em ruas antes desertas havia muitos carros e multidão, com pessoas empunhando bandeiras de Hamas e Fatah simultaneamente.

Confrontos

A assinatura do acordo entre as facções palestinas ocorreu após uma reunião entre o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (Fatah), e, da parte do Hamas, o primeiro-ministro Ismail Hanyah e o líder do grupo, Khaled Meshaal, na quinta-feira.

Eles aceitaram o convite saudita para sediar uma reunião depois de semanas de violentos confrontos entre seus militantes.

Estima-se que mais de 90 pessoas tenham morrido em choques ocorridos desde dezembro, depois de diversas tentativas fracassadas de trégua entre os dois lados.

Khaled Meshaal se referiu ao período dos confrontos como "dias negros" e disse que não haverá mais violência.

"É a nossa vez de fazer este acordo funcionar e se manter, para construir a nossa casa palestina em cima de fundações fortes", afirmou o líder do Hamas.

Divergências

O Hamas e o Fatah estão envolvidos em uma disputa de poder desde que o Hamas venceu as eleições parlamentares, em janeiro do ano passado.

As principais divergências entre os dois grupos giravam em torno de cargos no governo e da relação com Israel.

O Hamas prega a destruição do Estado israelense enquanto o Fatah defende negociações com o país.

Antes de assinar o acordo, os dois grupos acertaram quem ficaria com a maioria dos postos no governo. Foi decidido que Haniya permanecerá como primeiro-ministro.

O cargo de ministro do Interior, que controla as forças de segurança palestinas, deverá ser ocupado por um candidato apoiado pelos dois grupos.

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