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Atualizado às: 28 de janeiro, 2007 - 23h47 GMT (21h47 Brasília)
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Palestinos aceitam convite saudita para negociação
Meca
A Grande Mesquita em Meca foi o local sugerido para a negociação
As facções palestinas, Hamas e Fatah, aceitaram o convite feito pelo Rei Abdullah, da Arábia Saudita, para uma reunião em Meca, para por um fim à recente onda de violência entre as duas facções.

Em uma carta aberta o rei descreveu os conflitos como uma "desgraça" e pediu que os líderes fizessem com que o "diálogo prevaleça sobre a linguagem das armas".

Em seu convite o Rei Abdullah pediu que os líderes fossem a Meca para "discutir em um ambiente neutro sem a intervenção de nenhum dos lados", informou a agência de notícias oficial saudita SPA.

"O que está acontecendo na pura terra da Palestina é uma desgraça, que está manchando a história da ilustre luta nacional do povo palestino", teria afirmado o rei saudita na carta.

Diplomatas egípcios estariam pressionando os dois lados do confronto a aceitarem um plano para por fim à violência. Mas os confrontos continuaram domingo.

Confrontos

Três dias de confrontos entre facções do Hamas e do Fatah deixaram pelo menos 22 mortos.

A pior onda de violência dos últimos meses também desencadeou uma série de seqüestros.

A onda de violência, que começou na Faixa de Gaza e se espalhou para a Cisjordânia, levou ao seqüestro de um importante integrante do Hamas na cidade de Nablus, por um grupo de atiradores afiliados ao Fatah, segundo testemunhas.

Atiradores da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa marcharam até um banco do centro da cidade e capturaram Fayyad al-Aarba, em frente a equipes de imprensa e dos funcionários do banco.

Em um outro incidente, na mesma cidade, cinco autoridades foram seqüestradas do Ministério da Educação liderado pelo Hamas.

Na Cidade de Gaza, na manhã de domingo, ocorreram mais choques entre militantes com armas e granadas.

Durante a noite um menino de dez anos, filho de um militante do Fatah foi morto quando a casa da família foi atacada.

Segundo o correspondente da BBC na Faixa de Gaza Alan Johnston, soldados podem ser vistos atrás de barricadas improvisadas no centro da cidade, bloqueando as ruas principais. Lojas e a universidade estão fechadas.

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