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Confrontos em Gaza já mataram 16 pessoas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A violência na Faixa de Gaza continua neste sábado depois que mais duas pessoas morreram em confrontos entre facções dos partidos palestinos rivais, o Hamas e o Fatah. Um dos mortos seria um estudante da Universidade Islâmica, que é pró-Hamas, vítima de fogo cruzado. Na última sexta-feira, na Faixa de Gaza, pelo menos 16 pessoas morreram no dia mais violento na região em meses. Entre os mortos da sexta-feira estão dois civis – um deles um menino de dois anos de idade – segundo informações de médicos palestinos. Os confrontos vêm em um momento em que a região vivia uma relativa tranqüilidade, onde os grupos rivais pareciam trabalhar conjuntamente na formação de um governo de unidade nacional. Depois dos primeiros confrontos, os dois partidos anunciaram que estavam suspendendo as negociações. Desde a metade de dezembro passado, pelo menos 40 pessoas morreram em conflitos entre Hamas e Fatah. Ecos de tiros O correspondente da BBC na Faixa de Gaza Alan Johnston disse que diplomatas egípcios têm feito esforços para conter o derramamento de sangue na região. Segundo Johnston, no final da noite de sexta-feira, os dois grupos tinham concordado em tirar os seus homens das ruas. Contudo, as lutas continuaram após acusações mútuas de desrespeito ao acordo. Alguns dos confrontos mais intensos ocorreram no campo de refugiados de Jabaliya, onde o Hamas montava guarda ao redor da casa de um líder local do Fatah. Homens armados acabaram invadindo o prédio, matando duas pessoas. Outros confrontos aconteceram próximos às residências do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (que é do Fatah) e do ministro das Relações Exteriores, Mahmoud Zahar, que pertence ao Hamas. Militantes do Fatah disseram ter capturado cerca de 19 membros do Fatah em resposta à ação do Hamas e libertado alguns deles mais tarde. Unidade nacional O Fatah disse que estava pedindo unidade entre os dois grupos como resposta à violência, mas reclamando que a atitude não era recíproca. “Como é possível dialogar se há uma bomba embaixo da mesa”, disse um porta-voz do Fatah, Tafiq Abu Koussa, segundo a Reuters. O Hamas, por sua vez, atribuiu a culpa aos rivais. “O Fatah continua a dar apoio a assassinos. O Hamas decidiu então syspender todas as negociações”, disse um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum. A violência começou quando dois membros do Hamas morreram num ataque a bomba a um comboio feito por militantes do Fatah. Os choques ocorreram quando membros do Hamas celebravam o aniversário da vitória sobre o Fatah nas urnas. |
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