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Atualizado às: 15 de janeiro, 2007 - 13h41 GMT (11h41 Brasília)
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Suspeitos de atentados frustrados em Londres vão a julgamento
Os acusados da esq. para a dir.: Manfo Asiedu, Muktar Ibrahim, Ramzi Mohammed, Yassin Omar, Hussein Osman e Adel Yahya
Os seis são acusados de conspiração para assassinato
Os seis homens suspeitos de planejarem uma série de ataques com bombas no dia 21 de julho de 2005 em Londres estão sendo julgados na capital britânica.

Muktar Ibrahim, Manfo Asiedu, Hussein Osman, Yassin Omar, Ramzi Mohammed e Adel Yahya negam as acusações de conspiração para causar explosões.

Abrindo o caso para a acusação, o promotor Nigel Sweeney disse que "temia um plano extremista muçulmano".

Ele afirmou que o "objetivo final" era "realizar vários ataques suicidas assassinos no sistema de transportes públicos de Londres".

"O dia escolhido por acaso foi quinta-feira, 21 de julho de 2005, apenas 14 dias depois da carnificina de sete de julho", disse.

Foi dito à corte que a conspiração "existia muito antes dos eventos de sete de julho" e não parecem ser uma espécie de "cópia arranjada às pressas".

Os ataques de 21 de julho criaram um clima de apreensão no país. No dia seguinte, a polícia acabou matando um inocente durante uma operação em uma estação de metrô do norte de Londres.

O eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes foi confundido com um terrorista durante esta operação e foi morto a tiros dentro de um vagão do metrô.

Seis bombas

O promotor, Nigel Sweeney, contou que seis bombas foram fabricadas usando uma mistura de peróxido de hidrogênio líqüido, farinha, acetona e ácido.

Cada bomba teria sido colocada em uma grande caixa plástica com parafusos, porcas, pregos e argolas, grudados com fita adesiva à parte externa para "maximizar a possibilidade de ferimentos", segundo Sweeney.

O promotor destacou o caso contra cada um dos réus, afirmando que cada um deles era "possível suicida" exceto Yahya, que estava fora do país no dia 21 de julho de 2005.

Os seis homens - todos originalmente da África mas vivendo em Londres - se conheceram no meio do ano de 2005.

Segundo o promotor o apartamento de um dormitório de Yassin Omar, no norte de Londres, era uma fábrica de bombas, "onde a grande maioria, senão todo o trabalho, necessário para fabricar estas bombas era realizado".

O julgamento deve durar quatro meses.

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