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Atualizado às: 03 de janeiro, 2007 - 01h53 GMT (23h53 Brasília)
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Itália fará campanha por proibição global da pena de morte
O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi
Romano Prodi pretende retomar debate sobre moratória na ONU
O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, afirmou nesta terça-feira que seu país fará uma campanha junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para que a pena de morte seja banida globalmente.

A decisão ocorre depois da execução do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.

Prodi, líder da coalizão de centro-esquerda atualmente no comando do governo italiano, disse que nenhum crime justifica uma pessoa matar a outra.

Políticos italianos de esquerda e de direita manifestaram repúdio à execução de Saddam Hussein, morto por enforcamento antes do amanhecer de sábado, em Bagdá, depois de ter sido condenado por crimes contra a humanidade.

Conselho de Segurança

A Itália é um dos cinco países que tomam posse como membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Os demais novos membros não-permanentes são Bélgica, África do Sul, Indonésia e Panamá.

O embaixador italiano na ONU já pediu à Assembléia Geral da ONU para que reexamine uma documentação apresentada para debate sobre o tema no mês passado.

Em 1994 e 1995 a Itália já havia apresentado à assembléia da ONU propostas para uma moratória da pena de morte.

Ban Ki-Moon

O novo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, preferiu não condenar nem defender a execução de Saddam Hussein.

Respondendo a repórteres sobre a execução do ex-presidente iraquiano, Ban afirmou que Saddam era responsável por atrocidades indescritíveis contra o povo iraquiano, mas que os países deveriam decidir individualmente como se posicionar sobre o assunto.

A ONU é tradicionalmente contra a pena de morte, e o porta-voz do novo secretário-geral negou que essa política tenha mudado.

Mussolini

A execução de Saddam Hussein e a divulgação de um vídeo mostrando os últimos momentos antes do enforcamento do ex-presidente iraquiano foram condenadas pela imprensa italiana.

O jornal do Vaticano, Osservatore Romano, afirmou que a transformação dos momentos finais de Saddam Hussein em um espetáculo público era uma violação de um dos direitos humanos fundamentais.

O governo iraquiano afirmou que a Itália não tem o direito de criticar a execução de Saddam Hussein quando, no final da Segunda Guerra Mundial, o ditador fascista Benito Mussolini foi assassinado e teve seu corpo exibido em praça pública em Milão.

A neta de Mussolini, Alessandra Mussolini, também entrou na discussão e disse que considera a execução de Saddam Hussein repulsiva e vergonhosa.

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