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Itália fará campanha por proibição global da pena de morte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, afirmou nesta terça-feira que seu país fará uma campanha junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para que a pena de morte seja banida globalmente. A decisão ocorre depois da execução do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein. Prodi, líder da coalizão de centro-esquerda atualmente no comando do governo italiano, disse que nenhum crime justifica uma pessoa matar a outra. Políticos italianos de esquerda e de direita manifestaram repúdio à execução de Saddam Hussein, morto por enforcamento antes do amanhecer de sábado, em Bagdá, depois de ter sido condenado por crimes contra a humanidade. Conselho de Segurança A Itália é um dos cinco países que tomam posse como membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Os demais novos membros não-permanentes são Bélgica, África do Sul, Indonésia e Panamá. O embaixador italiano na ONU já pediu à Assembléia Geral da ONU para que reexamine uma documentação apresentada para debate sobre o tema no mês passado. Em 1994 e 1995 a Itália já havia apresentado à assembléia da ONU propostas para uma moratória da pena de morte. Ban Ki-Moon O novo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, preferiu não condenar nem defender a execução de Saddam Hussein. Respondendo a repórteres sobre a execução do ex-presidente iraquiano, Ban afirmou que Saddam era responsável por atrocidades indescritíveis contra o povo iraquiano, mas que os países deveriam decidir individualmente como se posicionar sobre o assunto. A ONU é tradicionalmente contra a pena de morte, e o porta-voz do novo secretário-geral negou que essa política tenha mudado. Mussolini A execução de Saddam Hussein e a divulgação de um vídeo mostrando os últimos momentos antes do enforcamento do ex-presidente iraquiano foram condenadas pela imprensa italiana. O jornal do Vaticano, Osservatore Romano, afirmou que a transformação dos momentos finais de Saddam Hussein em um espetáculo público era uma violação de um dos direitos humanos fundamentais. O governo iraquiano afirmou que a Itália não tem o direito de criticar a execução de Saddam Hussein quando, no final da Segunda Guerra Mundial, o ditador fascista Benito Mussolini foi assassinado e teve seu corpo exibido em praça pública em Milão. A neta de Mussolini, Alessandra Mussolini, também entrou na discussão e disse que considera a execução de Saddam Hussein repulsiva e vergonhosa. |
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