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Saddam manteve postura desafiadora durante julgamento | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein manteve uma postura desafiadora até o final do julgamento que terminou por condená-lo à morte. Sempre deixando claro que não reconhecia a autoridade do tribunal, o réu chegou a qualificar o processo judicial como uma "comédia" e como um show montado pela coalizão de governo xiita e curda, apoiada pelos Estados Unidos. Nos 14 meses de julgamento, Saddam - que continuava se apresentando como "presidente do Iraque" - foi expulso diversas vezes do tribunal por desrespeitar os procedimentos. Em uma das ocasiões, em outubro, o juiz Mohammed Oreibi al-Khalifa desligou o microfone de Saddam depois que ele, citando um verso do Corão, disse a frase "lutem contra eles e Deus os punirá". Em seguida, o juiz ordenou que funcionários da corte o retirassem da sala. O ex-presidente manteve o tom desafiador até quando falava da acusação pela qual foi condenado à morte, o assassinato de 148 pessoas, a maioria xiitas, na cidade de Dujail, em 1982. Em sessão em março, Saddam Hussein admitiu ter determinado o julgamento dos xiitas depois executados, mas defendeu a sua decisão, alegando que eles eram suspeitos de tramar um atentado contra ele. "Onde está o crime? Onde está o crime?", perguntava. Saddam não admitiu nem negou que tivesse aprovado as execuções, mas se disse o único responsável pelo processo contra os 148 xiitas, afirmando que os outros sete acusados pelo crime deveriam ser libertados. "Naquele momento, eu estava no comando. Não tenho o hábito de passar minhas tarefas para as costas dos outros", afirmou Saddam. O dramático discurso de Saddam aconteceu no dia seguinte à apresentação, pela acusação, de um decreto supostamente assinado por ele aprovando a sentença de morte para os 148 xiitas. Em outro julgamento, iniciado em agosto, no qual era acusado de participar de uma ofensiva contra curdos em 1987 e 1988, a chamada Operação Anfal, Saddam negou-se a se declarar culpado ou inocente e, assim como havia feito no primeiro julgamento, questionou a legitimidade do tribunal. Saddam foi executado antes da conclusão desse julgamento, em que ele e outros reús respondiam a acusações de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, relacionadas às mortes de cerca de 180 mil pessoas. |
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