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Atualizado às: 27 de dezembro, 2006 - 16h23 GMT (14h23 Brasília)
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União Africana pede que forças etíopes saiam da Somália
Soldados do governo em Burhakaba
A Etiópia está dando apoio aos soldados fiéis ao governo da Somália
A União Africana pediu nesta quarta-feira que a Etiópia retire as tropas que enviou à Somália para combater milicianos islâmicos que chegaram a dominar boa parte do sul do país.

O presidente da União Africana, Alpha Omar Konare, pediu que a retirada ocorra “sem atrasos”. “Nós fazemos um apelo para que todos os lados envolvido parem com as hostilidades sem atrasos e retomem o diálogo (…)”, disse, segundo a agência de notícias France Presse.

Nas últimas horas, as forças da Somália e Etiópia teriam avançado ainda mais rumo à capital somali, Mogadíscio, que é controlada pelos milicianos da União das Cortes Islâmicas (UCI). Há informações que elas estariam a cerca de 30 km da capital.

Nesta quarta-feira, os soldados que apoioam o governo interino somali tomaram a cidade de Jowhar, que estava sob controle das milícias islâmicas e fica a 90 km de Mogadíscio.

Moradores contaram à BBC que viram soldados do governo sendo levados em veículos armados pelas ruas de Jowhar. A cidade era um reduto da UCI.

Ofensiva

No fim de semana a Etiópia iniciou a ofensiva militar na Somália contra a UCI.

Líderes da milícia admitiram que tiveram que se retirar de várias cidades. Há informações de que eles se retiraram sem oferecer resistência ao avanço das forças leais ao governo.

Os dois principais comandantes militares da UCI, o chefe de Defesa , Yusuf Indade, e seu vice, Abu Mansur - estão participando da tradicional peregrinação islâmica à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita.

Na terça-feira, a Etiópia disse que expulsou a milícia de Baidoa, cidade que sedia o governo interino do país.

Refugiados

Centenas de pessoas foram vistas deixando a cidade de Jowhar, segundo agências de notícias.

Ambos os lados disseram ter causado mortes no lado adversário. A Cruz Vermelha disse que mais de 850 feridos estão em diferentes hospitais no país.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados disse estar preocupado com as pessoas em fuga das áreas de combate e está preparando alojamentos ao longo da fronteira com o Quênia.

O Conselho de Segurança da ONU, que deve voltar a discutir a situação na Somália nesta quarta-feira, está dividido em relação à permanência de tropas estrangeiras no país.

O Catar quer uma resolução que peça a retirada imediata de todas as tropas estrangeiras, inclusive as da Etiópia.

Outros membros do Conselho de Segurança defendem a intervenção da Etiópia, dizendo que ela está no país a convite do governo interino.

Na terça-feira, o enviado da ONU François Lonseny Fall alertou o Conselho de que um possível fracasso em se chegar à um acordo em relação à Somália "pode ter sérias conseqüencias para toda a região".

tropas do governo da SomáliaSomália
Conheça os detalhes do conflito no país do leste africano.
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