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Etiópia obriga milícia islâmica a recuar na Somália | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A milícia islâmica da Somália - a União das Cortes Islâmicas (UCI) - recuou de suas posições depois de intensa ofensiva das forças do governo apoiadas por tropas da Etiópia. Jatos etíopes atingiram posições islâmicas por um terceiro dia nesta terça-feira. A UCI qualificou seu recuo como uma mudança de tática no que será uma longa guerra. Combates entre forças do governo interino apoiado pela Etiópia e da UIC se intensificaram na semana passada. A Cruz Vermelha está atendendo mais de 600 civis e combatentes. A organização pediu a todos os lados que respeitem os direitos dos feridos e dos prisioneiros. Mais cedo nesta terça-feira, a União Africana disse que a Etiópia tinha direito à intervenção militar na Somália quando se sentiu ameaçada pela milícia islâmica em operação no país. "Nova fase" A cidade de Burhakaba, uma das principais bases islâmicas, teria passado para o controle de forças leais ao governo da Somália. Nos últimos dias, a área em volta da cidade, que fica perto de Baidoa, sede do governo interino, vem sendo foco de pesados combates envolvendo tanques e artilharia. Na medida em que os combatentes da UCI recuaram na terça-feira, foram alvo do bombardeio de jatos etíopes. Há notícia ainda de que combatentes islâmicos também se retiraram de outras áreas nas regiões central e sul da Somália. "As tropas das Cortes Islâmicas estão recuando, algumas delas até (a capital) Mogadíscio", disse o porta-voz do governo, Abdirahman Dinari, à agência de notícias Reuters. Mas o líder da UCI, xeque Sharif Ahmed, disse em Mogadíscio que a retirada apenas sinaliza uma nova fase na guerra. No domingo, a Etiópia admitiu pela primeira vez que suas tropas estão em ação na Somália, alegando que foi forçada a defender sua soberania contra "terroristas" e anti-etíopes. A ONU estima que pelo menos 8 mil soldados etíopes podem estar apoiando o governo de transição. Força de estabilização Patrick Mazimhaka, vice-presidente da Comisão da União Africana, disse à BBC que o órgão não vai criticar a Etiópia porque o país "deu vários alertas de que se sentia ameaçada pela UCI". Ele acrescentou: "Cabe a cada país julgar a dimensão da ameaça a sua própria soberania." Mazimhaka disse que a comunidade internacional tem a responsabilidade de apoiar o governo de transição. A União Africana vai se reunir dentro de dois dias para discutir a situação, afirmou. "A União Africana precisa discutir um plano para obter uma força para interceder e estabilizar a situação", concluiu Mazimhaka. |
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