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Premiê da Somália pede ajuda contra a 'Al-Qaeda' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro interino da Somália, Ali Mohamed Ghedi, pediu nesta segunda-feira ajuda internacional contra o que qualificou de expansão da "Al-Qaeda" e do "terrorismo" no país, se referindo a ativistas islâmicos que estão dominando boa parte da Somália. Ghedi disse que a Somália precisa de ajuda rápida, antes que seja tarde demais. Boa parte do país, incluindo a capital, Mogadíscio, está sob o controle da União das Cortes Islâmicas (UCI), uma milícia muçulmana. "Eu apelo aos governos da região para que juntemos nossos esforços para proteger a área da expansão desta rede Al-Qaeda, destes terroristas", disse Ghedi no Quênia. O premiê fez a declaração depois que a UCI tomou a cidade de Kismayo, um importante porto no sul do país - onde membros da milícia atiraram contra manifestantes e teriam matado três pessoas. A UCI nega que tenha qualquer ligação com a Al-Qaeda e afirma que estão levando segurança a um país sem lei. "Violação" O premiê interino também afirmou que a tomada de Kismayo era uma "violação" do cessar-fogo entre a UCI e o governo, determinado em um acordo fechado no Sudão. O governo de Ghedi controla apenas uma parte da Somália, incluindo áreas no norte e, no sul, ao redor da cidade de Baidoa. A UCI estende seu controle pela maior parte do sul. Os milicianos tomaram Kismayo sem luta no domingo, depois que atiradores leais ao Ministro da Defesa, Barre Hiraale, fugiram da cidade. Depois da tomada do porto ocorreram manifestações a favor e contra a UCI. Membros da milícia teriam atirado depois que alguns moradores do local queimaram pneus, gritaram lemas contra o islamismo e atiraram pedras. Um parlamentar disse à BBC que três pessoas tinham morrido. Alguns dos manifestantes foram vistos queimando lenços usados na cabeça por muçulmanos. Autoridades da UCI afirmaram que os protestos foram organizados por aqueles que são contra a proibição, baixada pela UCI, do estimulante muito popular Khat durante o mês sagrado dos muçulmanos, o Ramadã. Soldados Testemunhas afirmam que centenas de soldados da Etiópia cruzaram a fronteira, em direção à Baidoa. A Etiópia apóia a administração do presidente Abdullahi Yusuf, mas negou que seus soldados estão em Baidoa. No começo do mês a União Africana concordou com um pedido do governo de transição da Somália, que controla apenas uma pequena parte do país, para enviar uma força de paz regional. Kismayo foi visto como um possível local para a entrada das tropas de paz. Testemunhas afirmaram à agência de notícias AFP que viram mais de 600 atiradores islâmicos e cerca de 50 caminhonetes carregadas com metralhadoras, rumando para Kismayo no domingo. Milhares de pessoas teriam fugido da cidade nos últimos dias. Informações divulgadas antes afirmavam que milhares de pessoas se reuniram na cidade para dar as boas vindas aos combatentes da UCI. |
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