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Etiópia toma reduto de milícia islâmica na Somália | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Forças do governo da Somália, apoiadas por tropas da Etiópia, tomaram a cidade de Jowhar, que estava sob controle das milícias islâmicas. A cidade, 90 km ao norte da capital, Mogadíscio, foi invadida na madrugada desta quarta-feira. Moradores contaram à BBC que viram soldados do governo sendo levados em veículos armados pelas ruas de Jowhar. A cidade era reduto da União das Cortes Islâmicas, a milícia islâmica que enfrenta o governo e que agora controla apenas a capital e parte da costa do país. Ofensiva No fim de semana a Etiópia iniciou uma ofensiva militar na Somália contra a UCI. Líderes da milícia admitiram que tiveram que se retirar de várias cidades. Há informações de que eles se retiraram sem oferecer resistência ao avanço das forças leais ao governo. Os dois principais comandantes militares da UCI, o chefe de Defesa , Yusuf Indade, e seu vice, Abu Mansur - estão participando da tradicional peregrinação islâmica à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita. Na terça-feira, a Etiópia disse que expulsou a milícia de Baidoa, cidade que sedia o governo interino do país. Refugiados Centenas de pessoas foram vistas deixando a cidade de Jowhar, segundo agências de notícias. Ambos os lados disseram ter causado mortes no lado adversário. A Cruz Vermelha disse que mais de 850 feridos estão em diferentes hospitais no país. O Alto Comissariado da ONU para Refugiados disse estar preocupado com as pessoas em fuga das áreas de combate e está preparando alojamentos ao longo da fronteira com o Quênia. O Conselho de Segurança da ONU, que deve voltar a discutir a situação na Somália nesta quarta-feira, está dividido em relação à permanência de tropas estrangeiras no país. O Catar quer uma resolução que peça a retirada imediata de todas as tropas estrangeiras, inclusive as da Etiópia. Outros membros do Conselho de Segurança defendem a intervenção da Etiópia, dizendo que ela está no país a convite do governo interino. Na terça-feira, o enviado da ONU François Lonseny Fall alertou o Conselho de que um possível fracasso em se chegar à um acordo em relação à Somália "pode ter sérias conseqüencias para toda a região". |
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