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Atualizado às: 13 de dezembro, 2006 - 18h11 GMT (16h11 Brasília)
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Números da Aids na Índia podem ter sido superestimados
O portador do vírus HIV Rimi Sanda (dir.) e sua mãe assistem a apresentação no Dia Mundial de Luta contra Aids
Criança indiana portadora do vírus HIV e sua mãe
Métodos usados para calcular o número aproximado de pessoas afetadas pela Aids na Índia apresentam falhas e o número real de casos pode ser menor do que o estimado, segundo uma nova pesquisa de uma revista britânica.

A ONU estima que a Índia tem o maior número de infecções pelo HIV, vírus causador da Aids, com 5,7 milhões de pessoas portadoras.

O estudo da revista científica britânica BMC Medicine afirma que o número de pessoas com a infecção pode ser 40% mais baixo do que a estimativa oficial.

A ONU diz que é muito cedo para afirmar se esta informação se aplica à Índia como um todo.

Recentemente o ex-presidente americano Bill Clinton afirmou que a Índia é o epicentro de uma epidemia global de HIV/Aids.

Amostras

O estudo é baseado em levantamentos feitos no distrito de Guntur, no Estado indiano de Andhra Pradesh, no sul do país, que é onde há mais casos da doença.

Os investigadores coletaram amostras de sangue de 12.617 pessoas entre 15 e 49 anos.

O método estimou que existiam 45,9 mil pessoas vivendo com o HIV em Guntur, comparados aos 112,6 mil do método oficial.

Projetando essa diferença nos números oficiais, o estudo acredita que podem existir entre 3,2 milhões e 3,5 milhões de adultos com a doença na Índia, em vez de 5,7 milhões.

"A Índia pode estar superestimando os números de HIV/Aids com o método de estimativas atualmente usado", afirma o estudo.

A pesquisadora Lalit Dandona, que participou do estudo, afirmou que mesmo com o fato dos números de sua equipe serem menores do que a estimativa oficial, estes indicadores "não sugerem, de jeito nenhum, que o problema já está sendo cuidado".

'Útil'

O método oficial usa dados coletados de clínicas de pré-natal e hospitais públicos sobre doenças sexualmente transmissíveis.

Dandona acredita que não há um esforço intencional do governo de aumentar os números, mas o método oficial forneceu um retrato falho da doença.

O chefe na Índia do programa da ONU para a Aids, Denis Broun, disse à agência de notícias Associated Press que este é "um bom estudo e definitivamente útil".

Mas acrescentou que existem problemas com os métodos usados para se chegar a esta conclusão.

"Mesmo que os números estejam certos em Guntur, não significa que estejam certos em toda a Índia."

Um relatório recente na Índia alertou que a economia do país iria sofrer se o governo não conseguisse conter a contaminação pelo HIV/Aids. O crescimento econômico está, atualmente, em 8% e poderia cair para 1%.

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