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Ausência em festas aumenta dúvidas sobre saúde de Fidel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente de Cuba, Fidel Castro, não participou neste sábado de uma grande parada militar realizada em sua homenagem em Havana, o que reforçou as especulações sobre o seu estado de saúde. A parada deste sábado marcou o aniversário de 50 anos do retorno de Fidel do exílio. O irmão mais novo do líder cubano, Raúl Castro, que assumiu as funções de Fidel, liderou as festividades. Até o início da cerimônia, não havia nenhuma confirmação sobre a participação ou não de Fidel na parada, que também foi o ápice das comemorações pelo aniversário de 80 anos do líder cubano. A ausência de Fidel aumenta as dúvidas sobre as chances de o líder cubano reassumir o poder. Uma mudança definitiva no comando do governo seria um marco para os cubanos, muitos dos quais nunca tiveram outro presidente. No final de julho, Fidel passou por uma cirurgia intestinal de emergência e, desde então, não foi mais visto em público. As comemorações pelo aniversário do líder cubano estavam inicialmente marcadas para agosto, quando Fidel completou 80 anos, mas foram adiadas para dezembro por causa de seus problemas de saúde. Desfile A expectativa era de que Fidel aproveitasse a importância da data deste sábado para fazer sua primeira aparição pública após quatro meses. Há exatamente 50 anos, Fidel retornou a Cuba, depois de permanecer exilado no México, para lançar a guerrilha que o levou ao poder com a ajuda de Ernesto "Che" Guevara. Três anos depois, a força de 9 mil homens comandados por ele derrubou o governo de Fulgêncio Batista e deu início ao atual regime cubano. As cerimônias deste sábado começaram com o desfile do jipe em que Raúl Castro estava pela principal praça de Havana, depois de uma salva de 21 tiros. Tanques e lançadores de mísseis da era soviética também participaram do desfile na Praça da Revolução. Soldados marcharam junto aos veículos militares e uma réplica do Granma, o iate que trouxe Fidel a Cuba após o exílio, foi empurrado pelas ruas do centro de Havana. Estados Unidos
Em seguida, o irmão de Fidel fez um discurso em que exaltou a Revolução Cubana e criticou o governo americano, mas deixou aberta a possibilidade de um futuro diálogo com os Estados Unidos. "Que essa oportunidade sirva para novamente declararmos nossa disposição de resolver na mesa de negociações a prolongada divergência entre Estados Unidos e Cuba", disse Raúl Castro. De acordo com o irmão de Fidel, qualquer negociação terá que ser baseada no respeito à "condição" de Cuba como um "país que não tolera sombras a sua independência e sobre a base dos princípios de igualdade, reciprocidade, não ingerência e respeito mútuo". O correspondente da BBC em Havana, Stephen Gibbs, diz que foi significativo o fato de que Raúl Castro escolheu um evento tão importante para repetir sua posição em relação aos Estados Unidos, que pode representar uma possível mudança de estilo no comando do regime cubano. Gibbs acrescenta que a oferta de negociação não é nova, depende de uma série de condições e dificilmente seria aceita pelo governo americano, mas é um sinal de que Raúl Castro está deixando sua marca na Presidência de Cuba, apesar do governo cubano definir sua liderança como provisória. Segredo de Estado No discurso deste sábado, Raúl Castro não comentou o estado de saúde de seu irmão, que é tratado como um segredo de Estado. "Vida longa, Fidel! Vida longa, Cuba livre", exclamou Raúl, na conclusão de seu pronunciamento, diante de milhares de cubanos. As autoridades cubanas insistem que Raúl só permanecerá no poder até Fidel se recuperar, mas muita gente se pergunta quando, e se, isso vai acontecer. Membros de alto escalão do governo cubano afirmam que as especulações sobre o estado de saúde de Fidel são fruto de desinformação e de uma estratégia dos inimigos de Cuba. Em sua última aparição na televisão cubana, há mais de um mês, Fidel parecia frágil e vestia pijamas no lugar de sua tradicional farda militar. |
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