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Atualizado às: 29 de novembro, 2006 - 16h57 GMT (14h57 Brasília)
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Grupo leal a clérigo xiita suspende apoio ao governo do Iraque
Primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, desembarca na Jordânia
Maliki deve ser pressionado a combater milícias xiitas no Iraque
O grupo político iraquiano leal ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr anunciou que vai suspender sua participação no governo e no Parlamento do Iraque.

De acordo com o anúncio, a decisão conta com o apoio de 30 parlamentares e cinco ministros em uma ação de protesto contra a visita à Jordânia nesta quarta-feira do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki. Em Amã, Maliki se reunirá com o presidente americano, George W. Bush.

No comunicado, o grupo leal a Sadr diz que o encontro entre Maliki e Bush é uma "provocação" ao povo iraquiano e uma "violação" de seus direitos constitucionais.

O encontro entre os dois líderes foi adiado para quinta-feira. O governo americano justificou a mudança devido à agenda apertada dos líderes para a quarta-feira.

A expectativa é de que Maliki, Bush e o rei Abdullah, da Jordânia, discutam como melhorar a situação da segurança no Iraque após a recente onda de violência no país, uma das piores desde o início da ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos em 2003.

Segundo Jon Leyne, correspondente da BBC em Amã, o presidente americano deve manifestar publicamente apoio ao primeiro-ministro iraquiano, mas, em reuniões privadas, vai reforçar a pressão para que Maliki adote medidas para combater milícias xiitas no Iraque.

Memorando

Bush chega a Amã depois de participar de um encontro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Letônia.

Soldados jordanianos em Amã
Segurança na Jordânia foi reforçada para encontro de líderes

Na reunião com Maliki, o presidente americano também deve discutir um plano para transferir mais responsabilidade para as forças de segurança iraquianas.

Nos Estados Unidos, a edição desta quarta-feira do jornal The New York Times publicou detalhes de um documento em que o assessor de segurança nacional de Bush, Stephen Hadley, levanta dúvidas sobre a capacidade do primeiro-ministro do Iraque de controlar a violência sectária no país.

De acordo com o jornal, o memorando de Hadley, enviado a importantes autoridades americanas no dia oito de novembro, recomenda que a Casa Branca adote medidas adicionais para fortalecer o poder de Maliki.

"Suas (de Maliki) intenções parecem boas quando ele conversa com americanos, e há indícios de que ele está tentando fazer frente à hierarquia xiita e forçar uma mudança positiva", diz o documento, segundo o The New York Times.

"Mas a realidade nas ruas de Bagdá sugere que ou Maliki ignora o que está acontecendo, o que prejudica suas intenções, ou que ainda não tem habilidade suficiente para transformar boas intenções em ações", acrescenta o texto.

De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, que acompanha a viagem de Bush, o objetivo do memorando era "apoiar Maliki".

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