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Brasil está entre 'democracias imperfeitas', diz Economist
Processo eleitoral teve uma avaliação boa
Brasil teve boa avaliação no quesito 'processo eleitoral'
O Brasil tem uma “democracia imperfeita”, de acordo com a publicação “O Mundo em 2007”, da revista britânica The Economist.

Com uma pontuação de 7,38, o Brasil aparece na 42ª posição da escala criada pelos autores do estudo, ficando atrás da Eslováquia. A lista inclui 165 países e dois territórios.

Para a elaboração da escala, foram levados em consideração a pluralidade do sistema político, a universalidade do sufrágio entre adultos, a ausência de fraudes nas eleições, segurança das urnas eleitorais e acesso dos partidos políticos ao eleitorado através da imprensa.

O Brasil se sai muito bem no quesito “Processo Eleitoral e Pluralismo”, onde se equipara a Suíça, Alemanha e Áustria, mas tem uma pontuação baixa em relação a “Participação Política” e “Cultura Política”, nos quais é colocado no mesmo patamar de nações como Nigéria, Uganda e Turquia.

Quesitos

A lista foi organizada com base em um índice desenvolvido pela Economist Intelligence Unit, consultoria ligada à revista.

Os estudiosos que desenvolveram o índice ressaltaram, no entanto, que não se trata de uma tabela absoluta.

Para a publicação, o mundo tem somente 28 países que vivem em “democracia plena”.

Os autores da lista dizem que outras 54 nações, incluindo o Brasil, constituem “democracias imperfeitas”, que seria, para os autores, é melhor do que não ter democracia nenhuma.

Entre os 85 estados restantes, 30 são considerados “regimes híbridos”, enquanto 55 outros são “autoritários”.

O grupo das “democracias plenas” é dominado pelos países desenvolvidos economicamente, com a exceção da Costa Rica e do Uruguai e das Ilhas Maurício.

Outro caso que fugiu à regra foi o da Itália, que no 34º lugar, ficou entre as "democracias imperfeitas".

Surpresa

A lista é encabeçada pelos países escandinavos, com a Suécia em primeiro lugar (tendo uma pontuação de 9,88 na escala criada pelos autores), seguidos de Islândia, Holanda, Noruega e Dinamarca.

Os autores do estudo afirmaram que se surpreenderam com a posição modesta de países considerados “baluartes da democracia”, como Estados Unidos (8,22) e Grã-Bretanha (8,08).

Para a publicação, os Estados Unidos sofreram uma “importante erosão nas liberdades civis” no contexto da guerra contra o terrorismo, fato semelhante ao que ocorre na Grã-Bretanha, onde se registra um “forte declínio na participação política”.

No que diz respeito à participação política, a Grã-Bretanha foi a que teve a pior performance entre os países ocidentais, por causa de sua baixa participação eleitoral, frágil militância política e atitude geral em relação à vida pública.

A última colocada da tabela, em 167º lugar é a Coréia do Norte, que está à frente da República Centro-Africana, Chade e Togo.

Em setembro, um estudo realizado pela fundação alemã Konrad Adenauer concluiu que o Brasil havia avançado na democracia em relação a outros países da América Latina, passando da 12ª para a 8ª posição na lista de países mais democráticos da região, na comparação com avaliação anterior da própria instituição.

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