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Verba dos EUA para Cuba é desperdiçada, dizem auditores | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Auditores do Congresso americano acusaram a agência de desenvolvimento USAID de não conseguir administrar de maneira apropriada seu programa para promover a democracia em Cuba. Os auditores do Escritório de Responsabilidade do Governo americano (GAO, na sigla em inglês) afirmam que a USAID destinou dezenas de milhões de dólares, por meio de grupos de exilados cubanos em Miami, que, em algumas ocasiões, eram desperdiçados ou mantidos em contas bancárias suspeitas. O relatório afirma que as organizações enviaram produtos como chocolate e coletes de lã do tipo cashmere para Cuba. Auditores também mencionaram o alto custo para conseguir doações para Cuba. "Realizamos testes limitados em dez beneficiados e identificamos despesas questionáveis e fraquezas internas significativas no controle com três beneficiados, que a USAID não tinha detectado", afirmaram os autores dos relatório. Correspondentes afirmam que as descobertas vão danificar a reputação de organizações cubanas-americanas em Washington. Mas críticos afirmam que a ajuda do governo americano visa, na verdade, conseguir os votos dos exilados cubanos na Flórida, mais do que realmente tentar mudar Cuba. Doações O relatório descobriu que, na última década, a USAID fez 40 doações ou acordos cooperativos totalizando US$ 65 milhões e o Departamento de Estado fez quatro doações no valor de US$ 8 milhões para dar apoio ao progresso democrático em Cuba. A organização USAID forneceu 174.635 quilos de medicamentos, alimentos e roupas, mais de 23 mil rádios de ondas curtas e milhões de livros, boletins e outros materiais de informação. Os auditores afirmam no relatório que entrevistaram dissidentes em Cuba, que afirmaram ter apreciado a ajuda. Mas o relatório conclui que 30% dos grupos de exilados que receberam doações da organização USAID mostraram gastos questionáveis. Os auditores também afirmaram que algumas provas de despesas pareciam altas demais. O governo Bush prometeu recentemente aumentar sua assistência para promover a democracia em Cuba, mas alguns congressistas afirmam que, depois do relatório, vão tentar colher depoimentos a respeito do programa. A USAID, por sua vez, afirma que tomou medidas para atender às recomendações do relatório. Lisa Fiely, chefe do setor financeiro da organização, afirmou em uma carta aos auditores que a agência questiona algumas descobertas no esboço do relatório, mas "vai tentar melhorar a performance da agência no gerenciamento, monitoramento e avaliação desta assistência". | NOTÍCIAS RELACIONADAS TV mostra Fidel fora da cama de hospital, mas frágil28 de outubro, 2006 | Notícias Força-tarefa irá fiscalizar embargo contra Cuba nos EUA11 de outubro, 2006 | Notícias Cúpula alternativa começa sem Fidel em Havana15 de setembro, 2006 | Notícias Fidel Castro está andando, diz jornal cubano12 de agosto, 2006 | Notícias TV por satélite pode custar a cubanos três anos de prisão10 de agosto, 2006 | Notícias Dissidente e ex-colega de Fidel morre aos 79 anos09 de agosto, 2006 | Notícias Cubanos devem decidir futuro do país, diz Bush07 de agosto, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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