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Atualizado às: 27 de outubro, 2006 - 11h45 GMT (08h45 Brasília)
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Xeque que insultou mulheres na Austrália cria nova polêmica
Xeque Taj el-Din al-Hilali
O xeque é conhecido na Austrália por criar polêmica no passado
O líder muçulmano que causou revolta na Austrália por dizer que mulheres sem véu incitam a violência sexual disse que não pretende reunicar ao cargo.

Em seu primeiro dia de suspensão na mesquita de Lakemba, no oeste de Sydney, o xeque Taj el-Din al-Hilali recebeu os fiéis, mas, por conta da punição, não celebrou as preces.

Mais tarde, quando deixava a mesquita, o xeque foi abordado por repórteres, que lhe perguntaram se deixaria o cargo após a polêmica causada nesta semana.

"Depois que limparmos o mundo da Casa Branca, em primeiro lugar", ele respondeu, desatando aplausos de fiéis que o observavam. Mas o xeque não desenvolveu o seu argumento.

Mais tarde, segundo a agência Associated Press, um porta-voz do xeque explicou: "Ele disse que é apenas um velho clérigo, não o presidente dos Estados Unidos, e que a imprensa não deveria estar tão preocupada com suas palavras", afirmou o porta-voz.

Polêmica

As atenções se voltaram para o xeque Hilali depois que o jornal The Australian publicou um sermão proferido por ele há um mês.

Nele, Hilali sugeriu que mulheres que não usam o hijab - o vestido que cobre o corpo e a cabeça – incitam a violência sexual contra elas próprias.

"Se você pegar um pedaço de carne descoberta e deixar na rua, no jardim, ou no parque, e os gatos vierem e comerem… de quem é a culpa, dos gatos ou da carne descoberta?", ele discursou.

"O problema é a carne descoberta. Se ela (a mulher) estivesse na sua sala, na sua casa, no seu hijab, não teria acontecido nada."

As palavras causaram revolta mesmo entre associações de muçulmanos, e do primeiro-ministro John Howard, que considerou o discurso "pavoroso".

O xeque acabou pedindo desculpas "sem reservas" pelas declarações.

Passado

Apesar das duras críticas da imprensa e do primeiro-ministro australiano, as organizações islâmicas da Austrália decidiram perdoá-lo depois do pedido de desculpas. A única punição do xeque foi uma suspensão da função de pregador por três meses.

No passado, Hilali causou furor ao dizer que os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos eram "a obra de Deus contra os opressores".

Em outra ocasião, ele qualificou a união do presidente americano e dos primeiros-ministros britânico e australiano de "eixo do mal".

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