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Atualizado às: 26 de setembro, 2006 - 22h09 GMT (19h09 Brasília)
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Ópera com Maomé decapitado é cancelada
A diretora da ópera que estava sendo produzida, Kirsten Harms
A diretora da ópera que estava sendo produzida defendeu a decisão
Uma companhia de ópera de Berlim, na Alemanha, decidiu nesta terça-feira cancelar a produção de uma ópera de Mozart porque a obra mostraria as cabeças decapitadas do profetá Maomé e de Jesus Cristo.

A direção da Deutsche Oper disse que seriam criados riscos "incalculáveis" à segurança se a ópera Idomeneo fosse mesmo levada aos palcos.

"Todos sabemos as conseqüências das caricaturas (de Maomé) (em jornais dinamarqueses)", diz um comunicado da ópera, se referindo aos protestos ocorridos no início do ano depois de os desenhos terem sido divulgados pelas publicações no ano passado.

"Nós acreditamos que isso precisa ser levado a sério e contamos com o apoio de todos", afirma a companhia.

A ópera foi levada aos palcos em Berlim em 2003, quando houve críticas a respeito de uma cena na qual o rei apresenta as cabeças do deus grego Poseidon, de Maomé, Jesus e Buda.

A diretora da ópera, Kirsten Harms, disse que forças de segurança haviam agora feito um alerta sobre possíveis problemas caso a produção fosse em frente e que é no interesse dos atores e do público evitar que isso aconteça.

Prefeito

Mas o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, disse que a diretora tinha tomado a decisão errada ao cancelar a produção.

"As nossas idéias sobre abertura, tolerância e liberdade devem ser vividas na ofensiva", disse Wowereit à agência de notícias Associated Press.

"A auto-limitação voluntária dá àqueles que são contra os nossos valores uma confirmação de que nós não lutaremos por esses valores", completou.

O ministro do Interior da Alemanha disse que o cancelamento é "inaceitável".

O líder do Conselho Islâmico da Alemanha, Ali Kizilkaya, apoiou a decisão, dizendo que a forma como Maomé é mostrado poderia ofender os fiéis.

"No entanto, eu acredito que é horrível que as pessoas tenham de ter medo", disse Kizilkaya à rádio Multikulti, de Berlim.

"Essa não é a forma correta de iniciar um diálogo", completou.

A decisão acontece pouco tempo depois da polêmica causada por um discurso do papa Bento 16 no qual ele citou um texto que mencionava Maomé, causando protestos em vários países.

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