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Afeganistão já tem 10 mortos em atos contra charges | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Chegou a dez o número de mortos em protestos no Afeganistão contra a publicação de charges com a imagem do profeta Maomé em jornais europeus. As mortes ocorreram quando a polícia disparou contra a multidão que tentava invadir uma base militar americana na cidade de Qalat. Outras dez pessoas ficaram feridas no episódio. As manifestações são em resposta a caricaturas publicadas inicialmente num jornal da Dinamarca – e depois republicadas em outros diários europeus – que associam Maomé ao terrorismo islâmico. Apesar da revolta nas ruas de vários países muçulmanos, os jornalistas responsáveis pela publicação das charges afirmam estar defendendo a liberdade de expressão. Pedido de calma A revista satírica francesa Charlie Hebdo foi a última a exibir os desenhos, após obter na justiça na terça-feira o direito de seguir adiante com seus planos de republicar as charges da discórdia. Várias organizações islâmicas francesas tentavam impedir a publicação, afirmando se tratar de um insulto à sua religião. O islã proíbe representações gráficas de Maomé ou de Deus (Allah). Também na terça-feira, autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Européia, além um grupo muçulmano, pediram calma à comunidade islâmica internacional. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, chamou as charges de ofensivas, mas também afirmou que está alarmado com a reação violenta no mundo todo. O primeiro-ministro da Dinamarca, onde as charges foram publicadas pela primeira vez, afirmou que o incidente levou a uma "crise global". A declaração de Annan foi feita em conjunto com o chefe de Política Exterior da União Européia, Javier Solana, e o chefe da Organização para Conferência Islâmica, Ekmelettin Ihsanoglu, e pediu moderação. "Acreditamos que liberdade de expressão compreende responsabilidade e ponderação, e deve respeitar as crenças e dogmas de todas as religiões. Mas também acreditamos que os recentes atos violentos ultrapassam os limites do protesto pacífico", afirmaram os líderes na declaração. |
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