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Atualizado às: 22 de outubro, 2006 - 20h40 GMT (17h40 Brasília)
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Véspera do fim do Ramadã é marcada por mais violência no Iraque
Jovem carrega menino ferido em ataque a mercado de Bagdá
Fim de semana foi marcado por ataques em várias cidades iraquianas
Pelo menos 13 pessoas morreram em ataques a dois ônibus que transportavam iraquianos que haviam se alistado para a polícia do país, nas proximidades da cidade de Baquba.

Os veículos, que levavam cerca de 80 voluntários, foram atacados perto da cidade de Muradiya, na província de Diyala.

Uma pessoa morreu na explosão de uma mina colocada na estrada. Os outros 12 foram mortos a tiros. Pelo menos 24 voluntários ficaram feridos e há relatos de que um grupo teria sido seqüestrado.

Uma fonte da polícia iraquiana disse à BBC que militares americanos que foram inspecionar o local do ataque encontraram corpos com explosivos amarrados.

O correspondente da BBC em Bagdá informa que os voluntários eram ex-membros da milícia xiita Exército Mehdi.

Eles haviam deixado a base em Diyala depois de sofrer repetidos ataques de morteiros e foguetes.

Pelo menos 12 outras morreram em incidentes violentos no Iraque neste domingo, incluindo três pessoas que foram vítimas de uma explosão em um mercado de Bagdá.

Umm levantamento da agência de notícias Reuters indica que houve ataques e descobertas de corpos em várias outras cidades iraquianas neste domingo e que o número de mortos é ainda maior.

O Exército americano também anunciou as mortes de um fuzileiro naval e de um soldado, elevando para 80 o número de militares americanos mortos no Iraque em outubro - pior mês deste ano. Se militares americanos continuarem morrendo nesse ritmo até o fim do mês, outubro também poderá se tornar o mês com mais baixas americanas no Iraque em dois anos.

EUA "arrogantes"

A duas semanas das eleições parlamentares americanas, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, está sendo pressionado pela oposição democrata - e políticos do seu partido, o Republicano -a rever a estratégia no país.

Bush afirmou no sábado, durante o seu pronunciamento semanal de rádio, que o Exército americano está constantemente ajustando as suas táticas para responder à violência no Iraque.

No mesmo dia, um alto funcionário do Departamento de Estado americano disse em entrevista em árabe à emissora de televisão Al Jazeera que seu país agiu com "arrogância e estupidez" no Iraque.

Alberto Fernandez, Diretor de Diplomacia da Divisão de Oriente Próximo, disse na transmissão feita no sábado que os Estados Unidos desejam agora um diálogo com qualquer grupo insurgente, exceto a al-Qaeda no Iraque, para reduzir o derramamento de sangue por conflitos sectários no país.

Segundo ele, "a história vai decidir sobre o desempenho americano no Iraque", mas seu país tentou fazer o bem.

O Departamento de Estado americano se distanciou dos comentários de seu funcionário, alegando que eles não haviam sido reproduzidos de forma precisa.

Os ataques deste fim de semana coincidem com as comemorações do festival Eid, que marca o fim do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.

"Eu não acho que a minha família vá sair e visitar os parentes neste feriado", disse Hasnah Kadhim, uma dona de casa xiita de 54 anos, à agência de notícias Associated Press. "Há explosões demais."

Iraque
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