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Atualizado às: 19 de outubro, 2006 - 01h19 GMT (22h19 Brasília)
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Soldados dos EUA vão a corte marcial por abusos no Iraque
Quarto onde estupro teria acontecido
Estupro teria acontecido em uma casa na cidade de Mahmoudiya
Quatro soldados americanos terão de enfrentar a corte marcial por acusações de estuprar uma adolescente iraquiana e de matar toda a sua família, informou uma autoridade do exército dos Estados Unidos.

Os soldados, que pertencem à 101ª divisão de elite aérea, estavam servindo na cidade de Mahmoudiya, 32 quilômetros ao sul da capita Bagdá.

Todos os soldados estão sendo acusados de assassinato e estupro premeditados.

De acordo com o exército, o sargento Paul Cortez e o soldado de primeira classe Jesse Spielman podem ser condenados à pena de morte, caso sejam considerados culpados. Já os soldados James Barker e Bryan Howard podem pegar prisão perpétua.

Assassinato de prisioneiros

Os militares teriam ajudado o ex-soldado Steven Green a planejar, executar e acobertar o ataque em Mahmoudiya. Green, que deixou o exército, se declarou inocente e será julgado separadamente nos Estados Unidos.

O comandante da divisão aérea encaminhou o caso à corte marcial, após investigações preliminares feitas por militares.

Em depoimentos tomados durante as investigações, colegas dos acusados descreveram um cenário de estresse intenso e pouco moral, causado pelos combates freqüentes com rebeldes.

Outros quatro soldados acusados de matar detentos no norte do Iraque também devem ir a julgamento na corte marcial. Eles são da 3ª Brigada da mesma divisão.

Os militares Raymond Girouard, William Hunsaker, Juston Graber e Corey Clagett são acusados de atirar contra três prisioneiros iraquianos perto de Tikrit, na província de Salahuddin, no norte do país.

Os prisioneiros morreram durante uma operação do exército americano perto do canal de Thar Thar, no dia nove de maio deste ano.

Segundo o porta-voz do departamento de Defesa americano, Mark Ballesteros, a decisão de levar os casos à corte marcial demonstra o empenho dos Estados Unidos em investigar acusações de abusos cometidos por militares contra civis no Iraque.

Nenhuma data foi marcada para os julgamentos.

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