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Atualizado às: 13 de outubro, 2006 - 14h28 GMT (11h28 Brasília)
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Repórter 'foi morto por forças dos EUA no Iraque'
Terry Llloyd, repórter da ITN
Terry Lloyd foi morto a tiros no Iraque em 2003
Um inquérito britânico sobre a morte de um jornalista da rede de TV ITN no Iraque, em 2003, concluiu que ele foi morto por soldados dos Estados Unidos.

Terry Lloyd, que cobria a ação das forças americanas durante a guerra contra o regime de Saddam Hussein, foi atingido quando forças americanas abriram fogo contra um carro que o levava para um hospital em Basra, no sul do país.

Ele já havia sido atingido antes, por tropas iraquianas.

O legista do condado de Oxford, Andrew Walker, encarregado do inquérito, disse que vai pedir que a Promotoria Pública da Grã-Bretanha solicite aos Estados Unidos que os responsáveis pela morte de Lloyd sejam julgados.

Na Grã-Bretanha, legistas são responsáveis por abrir processo e solicitar júri popular quando autoridades públicas estão envolvidas em mortes violentas.

Sobrevivente

No mesmo incidente, o intérprete libanês da equipe da ITV, Husseim Osman, também foi morto e o cinegrafista francês Fred Nerac desapareceu – ele é tido como morto. O único sobrevivente foi um outro cinegrafista, o belga Daniel Demoustier.

A União Nacional dos Jornalistas da Grã-Bretanha disse que a morte de Lloyd era um “crime de guerra”.

Segundo Walker, Lloyd e a equipe tinham sido bem treinados para cobertura de guerra e situações de perigo, mas os tanques americanos abriram fogo contra o grupo sem aviso.

Walker também afirmou que Lloyd provavelmente teria sobrevivido ao disparo feito pelas tropas iraquianas, mas que morreu com os tiros que tomou quando estava a caminho do hospital.

O legista adicionou que o veículo onde a equipe estava não constituía perigo para as tropas americanas – era uma minivan civil – e estava fugindo da direção do tanque.

“Se o carro tivesse sido visto como uma ameaça, teria sido atingido antes que tivesse dado meia-volta e os danos teriam acontecido na parte da frente do veículo”, afirmou.

“Tenho certeza que o carro parou para pegar sobreviventes, o que fez com que os soldados americanos abrissem fogo contra eles”, disse Walker.

O editor-chefe da ITN, David Mannion, disse que apóia “totalmente” a intenção da família de Lloyd de fazer com que os responsáveis pela morte do repórter sejam levados a julgamento.

“Quero dizer algo que sei que Terry gostaria que eu dissesse: jornalismo independente e livre de determinações oficiais é crucial. Não só para jornalistas mas para o papel que desempenhamos numa sociedade livre e democrática”, afirmou Mannion.

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