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Bush quer discutir mudança de tática no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta sexta-feira que vai consultar generais do país para analisar se é necessária uma mudança de tática no Iraque, dado o aumento de violência que o país vem registrando. "Vou falar com nossos generais e minha mensagem para eles é 'o que quer que seja preciso, daremos a vocês; não importa qual tática vocês acreditam que funcione, apliquem'", disse Bush. "Nosso objetivo não mudou, mas as táticas estão se ajustando constantemente a um inimigo que é brutal e violento", acrescentou. O presidente americano afirmou, entretanto, que não vai mudar a estratégia geral, apesar da possibilidade de que sua política para o Iraque possa resultar em perdas para seu partido, o Republicano, nas eleições parlamentares do dia sete de novembro. Pesquisa Pesquisas de opinião sugerem que dois terços de todos os americanos acreditam que a estratégia do presidente para o Iraque fracassou. No passado, pesquisas sugeriram que havia uma admiração do público americano em relação à estabilidade de Bush. De acordo com o correspondente da BBC em Washington Justin Webb, no momento, esta linha de pensamento pode estar se chocando com uma percepção do público de que os instintos de Bush em relação ao Iraque podem estar errados. Na quarta-feira, Bush admitiu que a violência no Iraque pode ser equivalente à traumática experiência vivida pelos Estados Unidos no Vietnã. Falando à emissora de TV americana ABC, Bush disse que poderia ser correto comparar a situação no Iraque à ofensiva de Tet, em 1968, tida como o momento-chave que mudou os rumos da guerra e abriu caminho para a derrota dos EUA no conflito. Contudo, Bush negou que o número crescente de mortes americanas e iraquianas seja um sinal de que a campanha no país esteja fracassando. Para as forças americanas no Iraque, este mês de outubro é um dos mais sangrentos no conflito até agora. Cerca de 70 militares já morreram, com uma média de três vítimas por dia, número mais alto desde janeiro de 2005. |
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