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Atualizado às: 18 de outubro, 2006 - 12h48 GMT (09h48 Brasília)
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Polícia faz batida em escritórios da E-Vote no Equador
Simpatizantes de Rafael Correa protestam
O fracasso da apuração causou protestos no Equador
A polícia equatoriana realizou uma busca nos escritórios da empresa brasileira E-Vote para investigar a denúncia de um suposto crime de informática na apuração das eleições do país, ocorridas no último domingo, segundo a agência de notícias EFE.

O promotor Washington Pesãntez, que participou da busca com a polícia, pediu à Justiça que proibisse a saída do país de Santiago Murray, representante da empresa brasileira, e de seus colaboradores mais próximos. Pesãntez também pediu o embargo de todos os bens da E-Vote no Equador.

A denúncia contra a empresa brasileira foi feita pelo advogado independente Stalin Raza, que pediu que o Ministério Público equatoriano investigasse as razões que levaram à paralisação da contagem de votos na madrugada de segunda-feira.

Segundo o promotor Pesãntez, funcionários da E-Vote disseram que o colapso foi causado por uma incompatibilidade dos seus sistemas com aqueles do Tribunal Superior Eleitoral equatoriano.

Segundo essas declarações, a empresa teria se queixado do problema ao TSE, sem ter tido resposta.

A E-Vote foi contratada pelo Tribunal para conduzir as contagens no pleito do Equador por um valor aproximado de US$ 5 milhões (R$ 10.6 milhões). Contudo, a empresa não cumpriu os prazos prometidos no contrato e foi severamente criticada em todo o país.

A contagem dos votos foi suspensa pela empresa na noite de domingo, quando já tinham sido apurados cerca de 70% dos votos, por causa de um colapso no sistema de computador.

O multimilionário Álvaro Noboa tinha 4 pontos percentuais de vantagem sobre o esquerdista Rafael Correa quando a contagem foi interrompida.

A suspensão acabou levantando suspeitas de fraude, mas uma missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) garante que, mesmo com os problemas técnicos, não há indícios de irregularidades.

O Tribunal Superior Eleitoral do Equador cancelou o contrato com a empresa brasileira ainda na segunda-feira.

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