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População do Equador escolhe novo presidente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A população do Equador está votando neste domingo para escolher um novo presidente, que será o oitavo líder do país em um período de dez anos. São 13 candidatos, incluindo o ex-ministro da Economia Rafael Correa - um esquerdista aliado do presidente venezuelano Hugo Chávez - e o homem mais rico do Equador, Álvaro Noboa, que representa a centro-direita. Analistas acreditam que nenhum candidato deva receber 40% dos votos e uma vantagem de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, condições necessárias para vencer neste primeiro turno. Isto levaria a disputa ao segundo turno, no dia 26 de novembro. Propostas opostas A comunidade internacional está acompanhando de perto uma eleição que pode desestabilizar o equilíbrio de forças na América Latina a favor da política anti-americana de esquerda dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales. Correa prometeu suspender acordos de livre comércio com os Estados Unidos, reescrever a Constituição para fortalecer os poderes do presidente e conquistar uma "revolução dos cidadãos". "Nós temos de superar as falácias do neoliberalismo e buscar o que na América Latina tem sido chamado de socialismo do século 21", disse Correa, segundo a agência de notícias Reuters. O principal adversário de Correa, Álvaro Noboa, de 55 anos, é um populista milionário pró-Estados Unidos. Ele prometeu construir casas e criar empregos para levar os pobres do Equador à classe média e durante a campanha chamava Correa de comunista. Noboa tenta chegar à Presidência pela terceira vez e prometeu apoiar o livre mercado e assinar um tratado de livre comércio com os Estados Unidos. Os outros dois candidatos que analistas acreditam ter chances de chegar ao segundo turno são o ex-vice-presidente León Roldós, de centro-esquerda, e a ex-apresentadora de TV Cynthia Viteri, que tem o apoio dos empresários. Segundo o correspondente da BBC em Quito Daniel Schweimler, muitas pessoas continuavam indecisas e milhares afirmaram que iriam anular seu voto. O Equador tem uma grande riqueza natural de bananas e petróleo, mas metade da população vive na pobreza e as taxas de desemprego são altas. Os equatorianos tiraram seus três últimos presidentes do poder e apenas três completaram seus mandatos desde 1979. As urnas abriram às 7h (8h, no horário de Brasília) e fecham 10 horas depois disso. |
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