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'Amigo de Chávez' lidera corrida presidencial no Equador | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Equador, um dos países mais pobres da América Latina, vai às urnas no dia 15 de outubro. Um ex-ministro de Finanças e amigo do líder venezuelano Hugo Chávez lidera a corrida à Presidência do país. O que está em jogo nestas eleições? O Equador detém o recorde de instabilidade na região. Nos últimos dez anos, três presidentes foram obrigados a renunciar por uma combinação de manifestações populares com manobras políticas no Congresso. O poder legislativo destituiu o presidente Abdalá Bucaram, também conhecido como "El Loco", por "incapacidade mental" em 1997. Em seu curto mandato, Bucaram chegou a ser conhecido por suas excentricidades como cantar e dançar em shows. Porém, houve também acusações graves de corrupções contra seu governo. Um de seus sucessores, Jamil Mahuad, foi derrubado em 2000 em meio a uma crise econômica. Finalmente, em abril de 2005 o presidente Lucio Gutiérrez perdeu o apoio de uma aliança de grupos indígenas e partidos de esquerda e foi forçado a deixar o cargo após uma série de protestos populares. Pobreza As principais causas do mal-estar dos últimos dez anos ainda existem. Mais da metade da população de 14 milhões de pessoas vive na pobreza. A economia depende de produtos de exportação, como o petróleo e a banana, sujeitos à instabilidade do mercado internacional. O descontentamento popular com os políticos e os partidos foi utilizado por alguns candidatos durante a campanha. Rafael Correa é um deles, um economista de 43 anos com uma agenda radical de esquerda. Correa propõe convocar uma Assembléia Constituinte que redigirá uma nova Constituição. Ele prometeu reestruturar a dívida externa do país, de mais de US$ 10 bilhões e se os preços do petróleo caírem excessivamente, suspender os pagamentos automaticamente. O ex-ministro das Finanças também é favorável ao projeto de uma moeda regional que substituiria o dólar americano, vigente no Equador desde o ano 2000. Correa nega as acusações de receber ajuda econômica da Venezuela, apesar de se gabar de sua amizade com o presidente Hugo Chávez. Durante sua campanha, criticou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, utilizando a retórica de Chávez. Sua vitória nas eleições poderia significar um reforço para a frente anti-Bush na América Latina, que já conta com Cuba, Venezuela e Bolívia. Segundo turno O magnata Alvaro Noboa, um dos homens mais ricos do país, era, segundo as últimas pesquisas de opinião, o principal adversário de Correa. Noboa prometeu que, se chegar ao poder, o Equador não teria relações com Cuba e com a Venezuela. Quem também participa da corrida presidencial é o candidato de centro-esquerda León Roldós, que propõe uma reforma política e uma consulta sobre o acordo de livre comércio com os Estados Unidos. A única mulher que tenta conquistar a Presidência do Equador é a empresária Cynthia Viteri, do Partido Social Cristão, de centro-direita. Atualmente, parece improvável que Correa ganhe as eleições no primeiro turno. Para ser declarado vencedor, ele precisa de 40% dos votos e uma vantagem de 10 pontos porcentuais sobre o candidato que ficar em segundo lugar. Se necessário, um segundo turno ocorrerá no dia 26 de novembro. Neste cenário, muitos analistas políticos se perguntam se os políticos tradicionais deixarão suas diferenças de lado para derrotar Correa. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Petroleiras estão na mira de favorito das eleições no Equador12 outubro, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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