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Atraso em apuração é motivo de piada no Equador | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A lentidão na apuração de votos do primeiro turno da eleição presidencial no Equador, que esteve a cargo da empresa brasileira E-vote, está sendo motivo de piada no país. O tablóide Extra trouxe nesta terça-feira a foto de uma tartaruga carregando uma placa onde se lê “E-Vote”, com a manchete: “Nos disseram que dariam os resultados. Só não disseram em que ano”. A contagem dos votos foi suspensa pela empresa na noite de domingo quando já tinham sido apurados cerca de 70% dos votos, por causa de um suposto colapso no sistema de computador. A suspensão acabou levantando supeitas de fraude e o Tribunal Superior Eleitoral do Equador anunciou que iria cancelar o contrato com a empresa na segunda-feira. Na imprensa equatoriana, os incidentes na apuração eleitoral foram criticados com destaque em todos os jornais do país. “Sem resultados pela primeira vez em 27 anos”, estampou o El Universo, enquanto o La Hora falava em “Gozação com o país”. “Gritos, cartazes e arremesso de ovos contra o TSE em protestos contra o fracasso da transmissão dos resultados da apuração rápida que deveria ser feito pela E-Vote”, diz um artigo o El Telegrafo. Perdas Criticado por praticamente todos os jornais do país, o TSE equatoriano se apressou em dizer que o Equador não perderá dinheiro com o problema, uma vez que a E-Vote teria dado garantias financeiras de cerca de US$ 2 milhões (R$ 4.2 milhões) para o caso de não cumprir sua parte no contrato. O resultado das eleições deveria ter sido entregue ainda na noite de domingo. Além da garantia, a E-Vote também deve ter de pagar uma multa de US$ 250 mil (R$ 534 mil) pela quebra do contrato. Porta-vozes do TSE disseram que nenhuma empresa de apuração eletrônica será contratada para o segundo turno. A empresa teria feito um pedido formal de desculpas numa entrevista coletiva e teria dito que segue fazendo a apuração até o final, com os resultados saindo na noite desta terça-feira e garantindo que não havia risco de fraude. Contudo, o contrato da E-Vote com o TSE já foi cancelado e o órgão iniciou a apuração tradicional, segundo informações oficiais. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa brasileira Probank, que detém a E-Vote, disse que irá emitir um comunicado com sua posição sobre o ocorrido ainda nesta terça-feira. Simpatizantes de Rafael Correa, o segundo colocado na eleição protestaram contra os atrasos e supostas irregularidades, mas observadores internacionais disseram que não viram indícios de problemas. A lei equatoriana determina que o TSE tem 10 dias para divulgar os resultados da eleição. De acordo com a rádio CRE Satelital, de Guayaquil, alguns funcionários da E-Vote estavam retidos na sede do tribunal eleitoral da cidade, por causa da segurança das cédulas e do material usado na votação, cuja vigilância foi garantida pelo Exército. De acordo com o diário La Hora, empregados da E-Vote espalhados pela província também tinham sido deixados de lado sem nenhuma informação da empresa brasileira. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Petroleiras estão na mira de Rafael Correa16 outubro, 2006 | BBC Report Eleições no Equador vão para o segundo turno16 outubro, 2006 | BBC Report Boca-de-urna indica que haverá segundo turno no Equador 15 de outubro, 2006 | Notícias População do Equador escolhe novo presidente15 de outubro, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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