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Membros de Conselho da ONU estudam sanções contra Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Seis países reunidos em Londres para debater a crise em torno do programa nuclear do Irã concordaram em discutir a adoção de sanções contra o país. A ministra do Exterior britânica, Margaret Beckett, disse que representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Grã-Bretanha, Estados Unidos, Rússia, China e França) mais a Alemanha vão consultar seus governos sobre eventuais medidas a ser tomadas diante da recusa do Irã em interromper suas atividades nucleares. Os membros permanentes do Conselho deverão se reunir na semana que vem para discutir que resposta dar ao Irã. A Rússia e a China, no entanto, defendem uma abordagem diplomática e têm se mostrado contra a idéia de sanções. Apesar dos receios dos Estados Unidos e de outros países de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o governo de Teerã insiste que seu programa nuclear é voltado para a geração de energia e, portanto, pacífico. Os seis países haviam oferecido ao Irã um pacote de incentivos em troca da suspensão do seu programa de enriquecimento de urânio, mas o país descumpriu o prazo de 31 de agosto dado pelo Conselho para interromper as suas atividades nucleares. "Porta aberta" A ministra britânica disse que os seis países estão "profundamente decepcionados" com o fato de o Irã "não estar disposto a suspender as suas atividades relacionadas ao enriquecimento e reprocessamento (de urânio) como exigido pelo conselho da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e tornado obrigatório pela resolução 1696 do Conselho de Segurança". Segundo Beckett, agora os países vão estudar se põem em prática as medidas previstas pelo artigo 41 do Capítulo 7 do estatuto da ONU, de acordo com o qual o Conselho de Segurança pode adotar sanções econômicas e diplomáticas "para dar efeito às suas decisões". O chefe da política externa da União Européia, Javier Solana, disse antes da reunião em Londres que "a porta para as negociações está e sempre estará aberta" para o Irã, embora ele mesmo tenha dito antes que pouco progresso havia sido feito em "horas intermináveis" de conversas com Teerã. Mesmo após o fim do prazo de 31 de agosto, Solana prosseguiu com as negociações com Teerã. Divisões no Conselho Os cinco membros do Conselho de Segurança estão divididos em relação a que tipo de sanções imporiam sobre o Irã. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha defendem sanções punitivas imediatas, mas a fim de conquistar o apoio da Rússia e da China, estariam considerando medidas mais suaves como um primeiro passo. São medidas descritas por autoridades britânicas como proporcionais e reversíveis, incluindo restrições a viagens de membros do governo iraniano e proibição de tecnologias que podem ser usadas tanto para fins civis como para militares. Mas China e Rússia dizem que a diplomacia é a melhor forma de chegar a um acordo. Na quinta-feira, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, descreveu sanções como "medidas extremas". Ele disse que gostaria de "ver quais outras possibilidades existem para perseguir esforços diplomáticos multipartidários". A Rússia construiu uma usina nuclear no Irã, e a China depende das importações de petróleo do país. |
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