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Atualizado às: 03 de outubro, 2006 - 10h56 GMT (07h56 Brasília)
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Irã propõe que França enriqueça o seu urânio
Mahmoud Ahmadinejad (ao centro)
Ahmadinejad (centro) insiste que programa tem fins pacíficos
Um alto representante do programa nuclear do Irã propôs que a França crie um consórcio para produzir urânio enriquecido em solo iraniano, como uma forma de romper o impasse internacional sobre as ambições do país nesse setor.

Em uma entrevista nesta terça-feira a uma emissora de rádio em Paris, onde está em visita, o vice-diretor da agência de energia atômica do Irã, Mohammad Saeedi, disse que o plano permitirá que a França monitore as atividades de seu país.

Surpresa

A França se disse “surpresa” pela sugestão iraniana.

“Há um canal de diálogo com os iranianos que deve passar pelo sr. Solana”, afirmou Jean-Baptiste Mattei, um porta-voz do ministério das relações exteriores da França, disse Mattei, referindo-se ao representante da União Européia para Política Externa e Segurança.

“É através desse canal que nós esperamos ter dos iranianos uma resposta sobre a suspensão de enriquecimento de urânio, como exigido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas”, disse Mattei.

Em entrevista dada em Helsinki, capital da Finlândia, Solana afirmou que a oferta iraniana precisava “ser analisada em detalhes”.

Ele descreveu como “cordial e construtiva” uma conversa telefônica que teve com o negociador iraniano para a questão nuclear, Ali Larijani.

Contudo, Solana disse que as negociações ainda deveriam continuar.

Joint-venture

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, propôs a criação de joint-venture para desenvolver seu potencial nuclear há um ano e o correspondente da BBC no Irã, Francis Harrison, disse que a idéia volta à tona depois de um mês de conversações com países europeus, inclusive a França.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, voltou a pedir ao Irã que interrompa sua operação de enriquecimento de urânio.

O Irã não obedeceu ao prazo dado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que terminava no dia 31 de agosto, para suspender o enriquecimento de urânio no país.

O Conselho de Segurança da ONU deve analisar a imposição de sanções - ação defendida pelos Estados Unidos, que não descarta, em último caso, a possibilidade de uma eventual ação militar.

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