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Papa convida líderes muçulmanos para encontro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa Bento 16 convidou líderes e clérigos muçulmanos para um encontro em seu palácio de verão, em Castelgandolfo, na Itália O objetivo do encontro é esclarecer os mal-entendidos em torno de um discurso que ele fez na Alemanha. O Vaticano anunciou que a reunião acontecerá na próxima segunda-feira. Durante o discurso, feito numa visita do Papa à Alemanha, ele citou um texto no qual o imperador bizantino Manuel 2º Paleologus afirma que Maomé apenas trouxe coisas “más e desumanas” para o mundo. Depois do discurso, Bento 16 se desculpou publicamente duas vezes pelas ofensas que possa ter causado, e diz que foi mal-interpretado. Renúncia Em um comunicado conjunto, diversos clérigos e líderes muçulmanos voltaram a condenar o pronunciamento de Bento 16, pedindo a sua renúncia por o que chamam de “ofensas ao Islã” e por “encorajar a guerra e as hostilidades” entre as religiões. O texto, divulgado depois de uma reunião ocorrida em Lahore, no Paquistão, diz que “o papa e todos os infiéis deveriam saber que nenhum muçulmano, sob nenhuma circunstância, pode tolerar um insulto ao profeta Maomé”. “Se o Ocidente não alterar sua postura em relação ao Islã, terá de enfrentar as conseqüências”, conclui o comunicado. Segundo um dos participantes do encontro, o teólogo e parlamentar Sajid Mir, as declarações de Bento 16 foram intencionais. “Ele abriu um novo e organizado fronte contra o Islã. Os muçulmanos deveriam se preparar para uma guerra santa, porque os seus insultos vieram logo depois de declarações de George W. Bush sobre cruzadas”, argumentou Mir. Novos protestos Nesta sexta-feira, dia de orações no mundo islâmico, não houve violência, mas ainda há sinal de descontentamento. Cerca de dois mil manifestantes na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, cantavam versos de protesto contra o papa. No Iraque, um auxiliar do líder religioso Ali al-Sistani exigiu um pedido de desculpas do papa. No Paquistão, centenas de pessoas foram às ruas em Karachi, Lahore e Islamabad. "Se o papa vier aqui, nós vamos enforcá-lo na cruz", disse o líder dos partidos radicais do Paquistão, Hafiz Hussain Ahmed, diante de 200 pessoas em Islamabad, informou a agência de notícias France Press. Na Malásia, o ex-primeiro-ministro Mahathir Mohamad pediu que manifestantes evitem violência. |
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