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Abbas promete reconhecimento de Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou na quinta-feira que qualquer novo governo palestino irá reconhecer Israel e renunciar à violência. Ao discursar na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Abbas afirmou que um governo de unidade nacional, como ele planeja, atenderá as expectativas do Quarteto, grupo de mediadores de paz para o Oriente Médio formado por Estados Unidos, Rússia, União Européia e ONU. Mas o grupo Hamas, que lidera o atual governo palestino, teria afirmado à agência de notícias Associated Press que não irá se unir ao governo de coalizão se a condição para isso for o reconhecimento do Estado de Israel. A afirmação teria sido feita por um assessor do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyah. O partido Fatah, de Abbas, e o Hamas vem negociando há meses a criação de um governo de coalizão nos territórios palestinos. A vitória do Hamas - que além de não reconhecer Israel, também se recusa a renunciar à violência e é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos e pela União Européia - nas eleições parlamentares, em janeiro, levou à suspensão da ajuda ocidental à Palestina. Essa situação provocou dificuldades econômicas graves nos territórios, despertando temores de uma crise humanitária. "Ramo de oliveira" Em referência a cartas trocadas em 1993 pelos líderes de Israel, Yitzhak Rabin, e da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, Abbas afirmou: "essas duas cartas contêm reconhecimento recíproco entre a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) e Israel, rejeitam a violência e pedem negociações para chegar a um acordo permanente com a criação de um Estado Palestino independente próximo de Israel". Lembrando um discurso de Arafat na ONU, em 1974, Abbas disse que este momento representa uma oportunidade para a paz. "Venho até vocês trazendo as feridas de um povo que busca viver uma vida normal... não ser vítima da crueldade da história", afirmou Abbas. "Eu simplesmente quero que amanhã seja melhor que hoje. Quero que a Palestina seja independente e soberana... Que o ramo de oliveira (um símbolo de paz) não caia da minha mão." Conselho de Segurança As declarações de Abbas ocorrem no momento em que o Conselho de Segurança da ONU se reúne, a pedido da Liga Árabe, para discutir o conflito no Oriente Médio em uma tentativa de reativar o processo de paz. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, já havia alertado que o fracasso em resolver o conflito no Oriente Médio estava abalando a credibilidade do Conselho de Segurança. Annan afirmou que a paz entre um novo Estado Palestino e um Estado de Israel seguro permanece distante e sem definição. "O conflito entre árabes e israelenses, como nenhum outro, tem uma poderosa carga simbólica e emocional para as pessoas ao redor do mundo", disse o secretário-geral da ONU. "E o nosso constante fracasso em resolver esse conflito coloca em questão a legitimidade e a eficácia deste conselho." Segundo o correspondente da BBC Jonathan Marcus, essa reunião especial do Conselho de Segurança poderia marcar um momento crucial na busca pela paz no Oriente Médio. Conforme Marcus, esse encontro pelo menos mostra um renovado esforço coletivo do mundo árabe para reativar o processo de paz. |
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