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Hamas e Abbas acertam governo de unidade nacional | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou que um acordo foi fechado, nesta segunda-feira, entre o seu partido, o Fatah, e o grupo militante Hamas para a formação de um governo de unidade nacional, que poderá pôr fim à crise financeira que atinge a administração dos territórios palestinos. O Hamas, que anteriormente havia se pronunciado contra a idéia, confirmou o acordo, mas correspondentes da BBC informam que o êxito do novo governo dependerá em boa medida da reação da União Européia e dos Estados Unidos. Abbas deve dissolver o governo do Hamas e nomear um primeiro-ministro nas próximas 48 horas, segundo o seu porta-voz. O correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston, informa que o atual primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniya, deverá ser convidado para liderar o governo de unidade nacional, que deverá contar com representantes de diversas facções palestinas. Sanções O governo palestino está praticamente paralisado pelas sanções que tanto americanos como europeus lhe impuseram desde que o Hamas assumiu o poder, em março. O embargo levou à suspensão do pagamento dos salários de milhares de pessoas e à deterioração das condições de vida na Faixa de Gaza, segundo alerta feito pela ONU. A condição para a suspensão das sanções era o cumprimento das exigências feitas pelo "Quarteto" (EUA, União Européia, ONU e Rússia): que o grupo renunciasse à violência e reconhecesse o direito de Israel de existir e os acordos de paz anteriormente assinados, coisas que o Hamas nunca fez. A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, disse que a questão não era saber quem comporia o novo governo e sim se atenderia às condições. O acordo firmado nesta segunda-feira se baseou num documento, elaborado há meses por diversos grupos políticos, que Abbas definiu como de "reconciliação nacional", mas que, ao menos explicitamente, não reconhece Israel. O correspondente em Jerusalém, Jill McGivering, diz que a reação mais importante deverá ser a de Washington. Se o governo americano voltar atrás e reconhecer o novo governo palestino, diz McGivering, uma recusa israelense em fazê-lo deixaria o país diplomaticamente isolado. Exigências Após o anúncio de Abbas, o porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey, disse à agência de notícias France Presse que os Estados Unidos vão avaliar um futuro governo palestino pelo seu cumprimento ou não das exigências do Quarteto. "Da nossa parte, o que nós estamos buscando em qualquer governo palestino é que ele cumpra e se encaixe nos termos e condições apresentados pelo Quarteto em janeiro (mês em que o Hamas venceu as eleições)", disse Casey, segundo a agência. Mas o porta-voz foi enfático ao dizer que a política dos Estados Unidos, que considera o Hamas uma organização terrorista, não mudou em relação ao grupo e que não considerava uma mudança "provável". Um porta-voz do Hamas chegou a dizer nesta segunda-feira, após o anúncio de Abbas, que o grupo nunca reconheceria Israel. Mas, como diz o correspondente da BBC em Gaza, é possível que membros do Hamas aceitem participar de um governo que endossa o direito de Israel de existir. Fronteiras fechadas Israel vem mantendo as fronteiras de Gaza fechadas há meses e realizando incursões militares regulares, tendo matado centenas de palestinos nos últimos meses. O motivo alegado foi a captura de um soldado israelense. Nesta segunda-feira, um palestino foi morto e dois ficaram feridos na cidade de Jenin, na Cisjordânia, de acordo com médicos palestinos. Segundo rádios israeleneses, os militares do país prenderam 13 pessoas acusadas de serem militantes, na Cisjordânia. No domingo, fontes palestinas dizem que um adolescente foi morto e outro ferido por um disparo de um tanque de guerra no sul de Gaza. |
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