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Israel questiona anúncio de coalizão palestina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo israelense teve uma reação cautelosa ao anúncio de que os grupos palestinos Hamas e Fatah chegaram a um acordo para criar um governo de unidade nacional. A ministra do Exterior Tzipi Livni avisou que qualquer que seja a nova liderança, ela terá que seguir as condições impostas pelo Ocidente: o reconhecimento do Estado de Israel e o abandono da violência. O acordo entre as facções do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e do primeiro-ministro Ismail Haniya foi fechado na segunda-feira e prevê a dissolução do governo do Hamas - que vinha sofrendo um boicote econômico e político por parte da União Européia e dos Estados Unidos. "A principal questão é se estamos vendo uma mudança real aqui ou se esta é apenas uma tentativa de comprar uma entrada para as Nações Unidas por um preço barato", disse Livni. Sem detalhes Ainda não há informações precisas sobre o programa do novo governo palestino de unidade nacional, mas o êxito do novo governo deve depender em boa medida da reação da União Européia e dos Estados Unidos. O correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston, informa que o atual primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniya, deverá ser convidado para liderar o novo governo, que contará com representantes de diversas facções palestinas. Em uma visita à Cisjordânia no domingo, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que um governo de unidade que reconhecesse Israel permitiria que a ajuda internacional voltasse a chegar ao território palestino. Mas apesar de ter aceitado o governo de unidade depois de meses de negociação, o Hamas rejeitou a sugestão de Blair. Um porta-voz do grupo reiterou sua posição a respeito do reconhecimento do direito de Israel existir: "O Hamas continuará a ter sua agenda política... Nunca vamos reconhecer a legitimidade da ocupação", afirmou Sami Abu Zuhri. No entanto, os encontros de Blair com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, parecem ter aumentado as chances de negociações entre os dois líderes. Ambos afirmaram estar prontos para conversas sem pré-condições. Sanções O governo palestino está praticamente paralisado pelas sanções impostas pelas potências ocidentais desde que o Hamas assumiu o poder, em março. O embargo levou à suspensão do pagamento dos salários de milhares de pessoas e à deterioração das condições de vida na Faixa de Gaza, segundo alerta feito pela ONU. A condição para a suspensão das sanções era o cumprimento das exigências feitas pelo "Quarteto" (EUA, União Européia, ONU e Rússia): que o grupo renunciasse à violência e reconhecesse o direito de Israel de existir e os acordos de paz anteriormente assinados, o que o Hamas nunca fez. Negociação antiga O acordo firmado na segunda-feira se baseou num documento, elaborado há meses por diversos grupos políticos, que Abbas definiu como de "reconciliação nacional", mas que, ao menos explicitamente, não reconhece Israel. O correspondente em Jerusalém, Jill McGivering, diz que a reação mais importante deverá ser a de Washington. Se o governo americano voltar atrás e reconhecer o novo governo palestino, diz McGivering, uma recusa israelense em fazê-lo deixaria o país diplomaticamente isolado. |
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