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Atualizado às: 12 de setembro, 2006 - 03h10 GMT (00h10 Brasília)
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Bush pede união em "luta ideológica" contra o terror
George W. Bush
Bush fez pronunciamento à nação transmitido pela televisão
Em um pronunciamento à nação transmitido pela televisão na noite de segunda-feira para marcar os cinco anos dos ataques de 11 de setembro de 2001, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um apelo pela união da população americana na luta contra o terror desencadeada pelo seu governo.

Falando do Salão Oval, Bush disse que a chamada guerra contra o terror é muito mais que um conflito militar.

"É a luta ideológica decisiva do século 21 e o objetivo de nossa geração. É uma luta pela civilização. Estamos lutando para manter um modo de vida adotado pelas nações livres", afirmou.

Este foi o quinto pronunciamento do tipo feito por Bush. O primeiro ocorreu no dia dos ataques.

O presidente americano afirmou que os EUA não pediram por essa guerra.

"Mas a guerra não terminou e não irá terminar até que haja um vitorioso - nós ou os extremistas", disse.

Armas nucleares

Bush afirmou que falhar em confrontar o inimigo neste momento criaria uma nova ameaça no futuro.

"Nós deixaremos nossos filhos enfrentarem um Oriente Médio invadido por nações terroristas e ditadores radicais armados com armas nucleares", disse.

Segundo o correspondente da BBC James Westhead, de Washington, o proncunciamento terá inevitavelmente um significado político para os EUA, profundamente divididos tanto em relação ao Iraque quanto às táticas do governo na "guerra ao terror".

Bush afirmou que os EUA devem permanecer comprometidos com o Iraque e que a segurança dos EUA depende do resultado das batalhas nas ruas de Bagdá.

"Qualquer que tenham sido os erros no Iraque, o pior erro seria pensar que, se nós saíssemos agora, os terrositas nos deixariam em paz. Eles não nos deixarão em paz. Eles nos seguirão."

Homenagens às vítimas

Durante o dia, Bush participou de cerimônias de homenagem às vítimas do 11 de setembro em Nova York, em Washington e na Pensilvânia.

Em Nova York, os presentes à cerimônia fizeram quatro minutos de silêncio no local do World Trade Center para marcar os momentos em que os aviões atingiram as torres gêmeas e em que as torres desabaram.

Bandeiras foram hasteadas a meio mastro nos primeiros quatro minutos de silêncio, que ocorreram exatamente às 8h46 (9h46, hora de Brasília), para marcar a hora em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte.

Depois da primeira pausa, os familiares falaram os nomes das 2.749 vítimas que morreram em Nova York durante cerca de três horas.

Os familiares depositaram flores em piscinas no chamado Ponto Zero.

Relatives of 9/11 victims
Familiares das vítimas dos ataques depositaram flores em Nova York

Uma segunda pausa de quatro minutos de silêncio ocorreu às 9h03 (10h03, hora de Brasília), marcando o momento em que o outro avião seqüestrado atingiu a Torre Sul do World Trade Center, seguida pela terceira pausa às 9h59 (10h59, hora de Brasília), marcando o momento em que a Torre Sul desabou.

Alguns familiares das vítimas choraram quando um solo de trompete, tocando jazz, encerrou a quarta pausa, exatamente às 10h29 (11h29, hora de Brasília), quando a Torre Norte desabou.

Depois de se reunir com bombeiros em Nova York, o presidente Bush colocou uma coroa de flores no local onde 40 pessoas morreram quando o vôo 93 da United Airlines caiu em Shanksville, na Pensilvânia.

Também foi realizada uma cerimônia no Pentágono, onde 184 pessoas morreram quando um terceiro avião seqüestrado foi jogado contra o prédio.

Pausas de um minuto de silêncio também foram observadas no aeroporto de Boston, de onde decolaram os aviões que atingiram o World Trade Center.

No momento em que o país começava a marcar os cinco anos dos ataques, canais de televisão começaram a transmitir um suposto novo vídeo do vice-líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, que pediu que os muçulmanos aumentem a resistência contra os Estados Unidos.

Na gravação al-Zawahiri se referiu ao recente bombardeio de Israel contra o Líbano, afirmando que a Al-Qaeda recebeu "toda a legitimidade" para continuar lutando contra os Estados Unidos e seus aliados.

Projeto das novas torres Em imagens
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George W. BushAnálise
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