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Tribunal confirma que Calderón venceu eleição no México | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O tribunal eleitoral do México reconheceu nesta terça-feira a vitória do candidato governista Felipe Calderón nas eleições presidenciais do último dia 2 de julho. Calderón, do Partido da Ação Nacional (PAN), foi declarado vitorioso com uma vantagem de 233.831 votos (cerca de 0,56 ponto percentual do total) sobre o segundo colocado, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, que contesta o resultado. De acordo com os resultados finais, Calderón recebeu 35,89% dos 41,6 milhões de votos, contra 35,33% de Obrador. As eleições no México não vão a segundo turno. Por ser inapelável, a decisão do tribunal deverá por fim a uma longa batalha judicial que envolveu recontagens parciais dos votos e acusações de fraudes entre os candidatos. Não está claro, porém, se as manifestações de rua em apoio a Obrador cessarão. O candidato oposicionista já havia dito que não reconheceria a decisão desta terça-feira e que até poderia formar um governo paralelo. "Isso não muda nada", disse o eleitor Francisco Gonzalez, que votou em López Obrador e assistia ao pronunciamento do tribunal pela televisão na praça Zocalo, que manifestantes pró-Obrador ocupam há mais de um mês. Parabéns de Fox Embora o país tenha se mostrado dividido nas urnas, atualmente apenas 30% dos mexicanos acreditam que Calderón fraudou as eleições. Uma assessora de Calderón, Josefina Vazquez Mota, disse que ele sabe que terá de reunificar o país. "Felipe Calderón é agora presidente. O desafio da reconciliação o espera", disse a assessora, segundo a agência de notícias Associated Press. Obrador pedia a anulação do resultado, alegando que o candidato governista havia conduzido uma "campanha suja". Um fator usado por Obrador para sustentar sua posição era o envolvimento do presidente Vicente Fox na campanha. Os juízes reconheceram que a "intervenção indevida" de Fox a favor de Calderón foi um entre outros problemas da votação, mas entenderam que eles não justificavam a anulação do resultado. "Não há eleições perfeitas", disse a juíza Alfonsina Berta Navarro Hidalgo, umas das integrantes do tribunal eleitoral, segundo a Associated Press. Fox, por sua vez, parabenizou Calderón, que serviu como ministro da Economia no seu governo. "Eu parabenizo Felipe Calderón, desejando-lhe o melhor para o seu governo à frente de um grande esforço coletivo por todos os mexicanos", afirmou o presidente. A cerimônia de posse está marcada para o dia 1º de dezembro. Como os mandatos presidenciais são de seis anos no México, Calderón deverá governar até 1º de novembro de 2012. |
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