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Para Obrador, está aberto 'caminho para golpe' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato às eleições presidenciais mexicanas, Andres Manuel López Obrador, do PRD (Partido da Revolução Democrática), disse que a recusa formal do Tribunal Eleitoral do México de fazer uma recontagem total dos votos abriu o “caminho para um golpe de Estado". "Com este tipo de decisão, a ordem constitucional é quebrada e o caminho para um usurpador tomar posse da Presidência através de um golpe de Estado está aberto", disse ele em um comício na noite de segunda-feira na Cidade do México. "Nos recusamos a reconhecer os resultados anunciados hoje pelo Tribunal Eleitoral que pretende legalizar a fraude cometida no dia 2 de julho." "Nos recusamos a reconhecer Felipe Calderón Hinojosa como o presidente da República." Fraude O Tribunal Federal Eleitoral mexicano tem até o dia 31 de agosto para divulgar o resultado de uma recontagem parcial de votos. Além disso, a corte deve decidir até o dia 6 de setembro se declara Calderón o presidente eleito ou se anula a eleição. O correspondente da BBC na Cidade do México Duncan Kennedy disse que agora são poucas as chances de Calderón, do PAN (Partido da Ação Nacional), não se tornar presidente, resultado que deve agradar aos EUA. Calderón seria visto por Washington como um oponente regional ao presidente venezuelano, Hugo Chávez. O candidato conservador mexicano lembrou que a corte não confirmou ainda sua vitória, mas disse que a decisão da segunda-feira o satisfez “enormemente”. "Quero ser cauteloso… mas estamos em um ótimo caminho." De acordo com o Instituto Federal Eleitoral do México, Calderón venceu as eleições com uma diferença de 244 mil votos (0,58%) sobre Obrador. Obrador e seus seguidores contestam o resultado da eleição, alegando que houve fraude na votação. A Justiça decidiu rever uma parcela pequena dos votos – decisão confirmada na segunda-feira. Simpatizantes do candidato estão há várias semanas acampados na praça central da Cidade do México para protestar contra o resultado. |
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