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Oposição eleva tom dos protestos no México | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de um mês após as eleições presidenciais mexicanas, o candidato esquerdista Andrés López Obrador, segundo colocado na contagem oficial de votos, ameaça inviabilizar politicamente o eventual governo do conservador Felipe Calderón caso a Justiça não altere o resultado do pleito. Obrador recusa-se a admitir a derrota e vem elevando o tom de seus protestos à espera da decisão da Justiça sobre a eleição presidencial. O Tribunal Federal Eleitoral mexicano tem até o dia 31 de agosto para divulgar o resultado de uma recontagem parcial de votos. Além disso, a corte deve decidir até o dia 6 de setembro se declara Calderón o presidente eleito ou se anula a eleição. Acampamento Obrador e seus seguidores contestam o resultado da eleição e afirmam que houve fraude na votação. Simpatizantes do candidato estão há duas semanas acampados na praça central da Cidade do México para protestar contra o resultado eleitoral. Na terça-feira, ao menos oito pessoas ficaram feridas em um confronto entre os manifestantes e a polícia em frente ao Congresso. Entre os feridos estariam um senador e um deputado. Esta foi a primeira ocorrência de violência desde o início dos protestos, indicando uma possível radicalização. Barricadas Para evitar que os manifestantes se aproximassem do Congresso, a polícia armou barricadas ao redor do prédio e usou bastões e bombas de gás para dispersar o protesto. A polícia negou ter usado violência contra os manifestantes. Segundo um porta-voz da corporação, eles haviam desrespeitado as ordens para se dispersarem espontaneamente. Gerardo Fernández, porta-voz do Partido da Revolução Democrática (PRD), de Obrador, disse que, se Calderón, do Partido Ação Nacional (PAN), for confirmado como presidente eleito, ele se converterá em um governante encurralado, a quem não se permitirá trabalhar fora de seu palácio. O PRD programou uma grande passeata para o próximo dia 1º de setembro, quando o presidente Vicente Fox (PAN) fará sua última prestação de contas anual sobre seu governo. A posição intransigente do PRD vem gerando fortes críticas por parte dos aliados de Calderón. Manuel Espino, líder do PAN, afirmou que os mexicanos “não podem esperar mais esse tipo de atos por parte do setor mais radical, virulento e provocador do PRD”. “Advertimos que o PRD se encontra em franco caminho de desacato da sentença do tribunal”, disse ainda porta-voz do PAN, César Nava. Na terça-feira, Obrador convocou seus seguidores a criar um poder popular que ponha fim ao que denominou uma “República simulada”. Ele anunciou uma “Convenção Nacional Democrática” para “decidir com representação de todos os povos do México o papel que assumirão frente às atuais circunstâncias”. 'Processo transparente' O presidente mexicano, Vicente Fox, afirmou pela primeira vez publicamente, em uma entrevista publicada na terça-feira pelo jornal americano The New York Times, que os resultados da eleição de 2 de julho foram justos e claros e rechaçou as acusações de fraude. “O processo foi transparente diante dos olhos do mundo”, disse Fox, que agregou que as autoridades eleitorais levarão a crise atual a um fim pacífico. “Estou seguro de que esta prova, que é um grande desafio para o sistema democrático, passará e se resolverá de acordo com a lei e os princípios democráticos”, afirmou. Em relação aos protestos encabeçados por López Obrador, o presidente mexicano indicou que as disputas sobre a Presidência devem ser resolvidas na Justiça, não nas ruas. |
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